A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, participou nesta quarta-feira (24), em Curitiba, do III Seminário do Fisco Paranaense e falou sobre a atuação e o papel do Estado para o desenvolvimento social e econômico das famílias em situação de extrema vulnerabilidade.

No evento, promovido pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Sindafep), Fernanda Richa apresentou o programa Família Parananese, uma ação do governo estadual que prevê o atendimento a 100 mil famílias até 2014.

“Desde o início do programa o Estado já repassou mais de R$ 14 milhões aos municípios para o fortalecimento dos serviços de proteção e atendimento integral às famílias e, no próximo semestre, vamos iniciar o repasse de R$ 13 milhões para atender às famílias com a transferência de renda”, disse Fernanda.

Com o apoio do Estado o município identifica as famílias e suas vulnerabilidades. A partir daí, elas passam a receber auxílio para o atendimento de suas necessidades nas áreas da saúde, educação, capacitação, moradia e atenção à pessoas com deficiência. Hoje, 130 municípios participam do programa, com atendimento a 30 mil famílias paranaenses. Até 2014 a meta é atingir 84% dos municípios em todo Estado.

O mapeamento para a seleção dos municípios prioritários foi realizado com base em três critérios: Índice Ipardes de Desempenho do Município (IPDM), percentual de extrema pobreza dos municípios e informações do Índice de Vulnerabilidade da Família (IVF-PR), extraídos da base de dados do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal.

Criado em 2012, o programa é coordenado pela Secretaria da Família e Desenvolvimento Social e reúne 17 secretarias estaduais, além dos municípios, para atender famílias que vivem em situação de extrema vulnerabilidade e risco social.

Segundo o presidente do Sindafep, Agenor Carvalho Dias, o seminário visa promover o debate sobre as diferentes ações e experiências ligadas à cidadania.

“O entendimento é que devemos ter uma participação ativa na sociedade, não nos isolando e sim levando a nossa contribuição, quer seja técnica, social, econômica ou política. Essa atuação é fundamental para termos o reconhecimento da importância da nossa instituição e dos funcionários públicos que a compõe”, explicou Dias.