O Governo do Estado investiu R$ 2,8 bilhões na área de saúde no ano passado, priorizando investimentos na Rede Mãe Paranaense e na Rede de Urgência e Emergência. Os números apresentados pelo diretor geral da Secretaria da Saúde, René Santos, nesta segunda-feira (04/03), na Assembleia Legislativa, integram o 3º Relatório Quadrimestral 2012, que mostra indicadores, metas e ações desenvolvidas no Estado no ano passado.

Na organização da atenção materno-infantil, Santos destacou a redução dos índices de mortalidade materna e infantil, que atingiram o menor número da história do Paraná. A redução deve ser ainda maior com a vinculação das gestantes aos hospitais de referência, de acordo com a classificação de risco.

Em 2012, os investimentos foram direcionados para implantação dos programas estruturantes, ComSUS, HospSUS e Farmácia do Paraná “Os programas são as bases das redes. Estamos na segunda fase do HospSUs, por exemplo, com o incentivo das maternidades para atendimento de gestantes de risco habitual e intermediário”, afirmou.

Outro destaque é a construção da Rede Paraná Urgência, que será lançada em abril deste ano, e vem sendo articulada desde 2012 com a ampliação de leitos de UTI, investimentos nas portas de entrada hospitalares, implantação dos SAMUs Regionais e com o reforço da frota do Siate.

De acordo com Santos, no que se refere à melhoria do acesso e do cuidado das comunidades vulneráveis (população negra, indígena, populações privadas de liberdade), algumas metas foram superadas, como por exemplo, 100% de áreas indígenas com protocolos de investigação da mortalidade materna e infantil implantados, quando a meta era 30%.

Na área de Vigilância em Saúde, Santos destacou os indicadores da hanseníase e tuberculose, que atingiram 90% de cura dos novos casos de hanseníase e 77% de tuberculose. Além disso, a taxa de abandono do tratamento da tuberculose caiu além do esperado – 5,3%, quando a meta era 7,1%.

Santos reforçou que os investimentos nos municípios são aplicados de acordo com o fator de desigualdades regionais. “Conseguimos fortalecer municípios que tinham indicadores ruins e as macrorregiões de Londrina, Cascavel e Maringá. Nestas cidades o Governo do Estado mantém os hospitais universitários, que são as grandes referências para estas regiões”,

“Com a alteração da forma de repasse aos municípios – transferências diretas do fundo estadual para o fundo municipal – os investimentos puderam ser aplicados mais rapidamente”, explicou Santos. A Secretaria estuda a aplicação de ferramentas de monitoramento e avaliação para mensurar os resultados alcançados pelos municípios a partir da transferência fundo a fundo.

Números – O superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde, Paulo Almeida, apresentou a produção ambulatorial do SUS no Paraná, entre os meses de janeiro e novembro de 2012. Neste período, nos serviços de saúde sob gestão estadual, foram mais de 20 mil atendimentos e 395.683 internações hospitalares. Ele destacou que atualmente estão cadastrados no Paraná 19.952 serviços de saúde.

O presidente de Comissão de Saúde da Assembleia, deputado Dr. Batista parabenizou a Secretaria da Saúde pela execução das 67 mil cirurgias eletivas e pela aplicação dos recursos no programa de Qualificação da Vigilância em Saúde, VigiaSUS.

Ele também destacou o crescimento no número de transplantes e a atitude da Secretaria em manter zerada a fila de espera por córnea no Estado. Os deputados estaduais Elio Rusch, Fernando Scanavaca, Wilson Quinteiro, Nereu Moura e Jonas Guimarães também assistiram à apresentação do relatório.