Da redação com RPCTV

O esquema de corrupção dentro da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba (DFRV) gerava uma arrecadação mensal aos quatro delegados acusados de R$ 30 mil, chegando até R$ 50 mil em algumas ocasiões, de acordo informações dadas à RPCTV nesta sexta-feira (16) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR). As denúncias são contra três delegados que passaram pela DFRV – Anderson Franco, Marco Antonio de Goes e Gerson Machado -, além do ex-chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público Luis Carlos de Oliveira.

Grampos telefônicos obtidos pelo Gaeco com autorização da Justiça na Operação Vortex, mostram um dos delegados denunciados pelo MPPR conversando com outra pessoa sobre o funcionamento do esquema, que evitava casos de flagrante e fazia vistas grossas aos receptadores de peças de veículos roubados e furtados na capital.

03.04.13_MACHADO

Machado se defendeu das acusações (Foto: Divulgação Polícia Civil)

Em uma gravação obtida pela RPCTV e exibida no Parana TV 1° Edição, Gerson Machado conversa com outra pessoa. “E aí o chefe lá da divisão queria que eu liberasse para os caras para cortar carros. Os caras ofereceram R$ 70 mil por mês, e ele queria que eu pegasse o dinheiro para deixar os caras cortarem carros, entendeu?”, disse.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (16) com a RPCTV, Machado falou que os próprios comerciantes faziam as propostas, que chegavam a R$ 75 mil por mês, mas que ele se recusou a participar desse tipo de esquema.