Da SMCS

A estátua em bronze de Tiradentes, de autoria do artista paranaense João Turin (1878-1949), está de volta ao marco zero da cidade. Após passar por um processo de restauro, a escultura foi recolocada neste domingo (20), na Praça Tiradentes, em uma operação que durou menos de 40 minutos e teve a presença de dezenas de pessoas. O prefeito Gustavo Fruet e a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Marcia Oleskovicz Fruet, acompanharam o trabalho.

No interior do monumento foi colocada uma nova cápsula do tempo com informações de Curitiba em 2014 e uma carta do presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli.

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(Foto: Divulgação SMCS)

A restauração da peça faz parte de um projeto do Atelier João Turin, que envolve todo o acervo do artista, reconhecido como um dos maiores artistas paranaenses. A Fundação Cultural de Curitiba acompanha o trabalho desde a retirada das obras que integram o patrimônio do Município até a restauração e devolução aos locais originais. Os trabalhos de restauração e confecção de moldes foram iniciados no Atelier João Turin, há cerca de dois anos, depois que os direitos sobre o acervo do escultor foram comprados pelo colecionador curitibano Samuel Ferrari Lago.

Para o prefeito Gustavo Fruet o momento marca pela recuperação de uma peça de grande importância histórica. “Tão importante quanto o restauro da peça é a preocupação da Fundação Cultural de Curitiba em recuperar estátuas e monumentos”, afirmou Fruet.

Segundo o Diretor de Patrimônio Cultural, Mauro Tietz, com a restauração a obra ganha longevidade. “Além do restauro, a escultura ganhou um importante mecanismo de preservação da memória com a produção de moldes”, comentou Mauro.

Nova cápsula

Após a retirada da escultura de Tiradentes, em julho de 2013, foi encontrada uma garrafa com manuscrito datado de 25 de janeiro de 1932 que relata a mudança de posição do monumento e revela existência de uma nova cápsula do tempo sob o pedestal do monumento na Praça Tiradentes. O documento revela que a segunda garrafa conteria uma edição do jornal “O Dia”, assinaturas e moedas de cobre e níquel. Na oportunidade o prefeito Gustavo Fruet autorizou a busca pela segunda garrafa, mas após estudos de viabilidade e por já conhecer o conteúdo da cápsula a Prefeitura de Curitiba optou por deixar intacto o local onde foi deixado o artefato.

Para marcar a recolocação da estátua, os dois manuscritos foram grafados em papel de algodão puro que foram colocados em uma garrafa fechada com breu e cera de abelha. Veja a íntegra das mensagens deixadas na nova cápsula do tempo.