Durante toda esta semana escolas estaduais do Paraná têm atividades voltadas para a conscientização de alunos sobre o 18 de Maio, dia nacional de luta contra o abuso e a exploração sexual infantojuvenil. Debates, peças teatrais, roda de conversa e mobilizações nas redes sociais, além de produções audiovisuais, são algumas das ações que são desenvolvidas com os alunos.

As atividades foram propostas pela Secretaria de Estado da Educação para fortalecer e articular a Rede de Proteção que atende crianças e adolescentes em situação de risco pessoal nos municípios, levando à reflexão e discussão relacionadas à violência sexual, gênero e sexualidade. “Todos devemos assumir a responsabilidade diante do abuso e da exploração sexual contra crianças e adolescentes”, disse Maurício Rosa, coordenador de Desenvolvimento Socioeducacional da Secretaria da Educação.

Em Curitiba, alunos do Colégio Estadual Senhorinha de Moraes Sarmento participam de um concurso de grafite. A melhor arte será reproduzida no muro da escola. Os estudantes estão fazendo ainda um jornal mural com informações sobre o tema, escrevendo poesias e confeccionando cartazes. A flor-símbolo do dia também será pintada no colégio.

Para a professora de Matemática, Rosana Rocha, tanto Estado como sociedade civil devem proteger crianças e adolescentes. “A violência não é apenas física, mas psicológica, e geralmente é cometida por pessoas próximas à criança. Muitas vezes, o que é considerado normal pela criança não é nada normal. Daí a necessidade de debater com os alunos formas de contribuir para evitar a exploração sexual de infantojuvenis”, comentou Rosana.

Neste ano, o foco da Campanha Nacional do Dia 18 de Maio é a Copa do Mundo. A Secretaria elaborou um Plano de Ação Integrado, com ações em âmbito estadual que serão desenvolvidas ao longo do ano.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes ficou caracterizado como o dia de luta nacional pela garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes. Historicamente, a data figura como marco político para o enfrentamento à violência sexual e está relacionada ao sequestro, estupro e assassinato de Araceli Sanches, ocorrida na cidade de Vitória, Espírito Santo, em 1973 e a impunidade dos agressores.

Casos de violência podem ser denunciados pelo Disque 181 ou Disque 100. As informações são sigilosas.

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