Moradores de Antonina, no litoral do Paraná, pedem socorro. Por três dias seguidos, a Escola Estadual Maria Arminda, principal instituição de ensino do município litorâneo, foi arrombada por vândalos. Na sexta-feira (1°), no sábado (2) e no domingo (3) eles agiram como se estivessem em casa. Portas foram destruídas e os danos só não foram maiores porque os marginais não conseguiram entrar nas salas de aula da escola.

Na sexta, os marginais arrombaram todas as portas da frente da escola e também da sala da diretoria. De lá, fugiram com alguns pertences de professores e diretores. No dia seguinte, voltaram e cortaram todo o forro do corredor para entrar nas salas de aula, mas desistiram depois do acionamento do alarme. No domingo, o grupo conseguiu entrar na biblioteca, onde também tentou retirar o forro, desistindo no meio da ação. Possivelmente, eles ouviram algum barulho. Em todos os casos, a diretoria da escola confirmou à Banda B que foram feitos boletins de ocorrência na delegacia de Antonina.

“Antonina pede socorro”

Uma professora da escola, que pediu para não ser identificada, contou àBanda B que desde o ano passado foram mais de dez arrombamentos na escola. “Nós estamos desesperados. Parece um grupo já preparado. Queremos segurança. Já chegaram a levar computadores e merendas das crianças. Agora não temos mais como pagar pelos consertos das portas”, protestou.

Cansados, pais que tem alunos na escola prometem uma manifestação em Antonina para esta quarta-feira (6). “Vamos chamar a atenção mesmo. Nós amamos esta escola que existe há anos e não vamos aceitar este tipo de situação. Eles fazem em um dia e voltam no outro como se fossem os donos do local. Assim a situação não pode permanecer”, destacou àBanda Buma mãe que pediu para não ser identificada.

A mãe de aluno diz que Antonina pede socorro. “Não adianta nada durante o verão, quando têm turistas, encher de policiais militares aqui. Nós queremos segurança o ano inteiro. Queremos que todos acompanhem este nosso protesto na quarta-feira. A população está unida e Antonina vai parar”, destacou.

Resposta

Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que atendeu os chamados da escola nos três dias, mas acredita que o arrombamento tenha sido um só por falta de comunicação interna da escola. No primeiro dia, o Boletim de Ocorrência foi feito, mas os bandidos não foram encontrados pela patrulha. No sábado, a professora que entrou em contato só teria o bip a noite, o que leva a crer que se trate do mesmo caso. No domingo, ela ligou para informar de uma porta arrombada na escola, mas que acredita-se que tenha acontecido já no primeiro dia.

A PM esteve nos três casos e atua na região com o patrulhamento na medida do possível quem em qualquer situação pode ser feito o acionamento.