Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Um dos socorristas sofreu ferimentos no local (Foto: Colaboração)

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi agredida na tarde deste domingo (9) ao tentar resgatar um usuário de drogas na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). De acordo com o socorrista Edson Luiz, assim que a equipe percebeu a situação de risco na Rua Galdino Ronconi, solicitou apoio da Guarda Municipal, mas uma falha de comunicação provocou atraso de aproximadamente uma hora na chegada da viatura.

Foto: Colaboração

À Banda B, Edson Luiz explicou que o paciente estava bastante exaltado e a família chegou a autorizar o uso da força para levar ele até a ambulância. “Ele estava fazendo muitas coisas fora do seu normal. Tentamos primeiramente chamar ele até a ambulância, mas com a recusa ficamos aguardando o apoio da Guarda e isso acabou acontecendo”, relatou.

A agressão partiu de dois colegas, também usuários de drogas, do paciente resgatado. Um dos próprios membros da equipe do Samu foi quem conseguiu conter os agressores. “Com a sedação, conseguimos encaminhar o paciente para o pronto-socorro”, concluiu Edson Luiz. Ambos os colegas confessaram o uso de cocaína.

Com três passagens pela polícia, por roubo e tráfico, o paciente agora segue para tratamento de dependência química.

Demora

O atraso da Guarda foi provocado por um atraso de acionamento por parte da Regulação do Samu, que é a central telefônica e que fica responsável pelos direcionamentos dos socorristas nas ambulâncias.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) explicou que a regulação do Samu sempre aciona apoio de segurança, com Guarda Municipal e Polícia Militar, quando há atendimento em situação de risco. “O mesmo ocorreu no caso mencionado. Mas, especificamente, neste caso, infelizmente, houve um atraso da regulação do Samu no acionamento. Ainda assim, Polícia Militar e Guarda Municipal prestaram atendimento no local. O atraso para o acionamento está sendo analisado e as providências estão sendo tomadas para que o problema não se repita. A SMS ressalta ainda que oferece apoio aos profissionais de saúde e que situações como essas são raras”, informou em nota.