Todas as secretarias estaduais, Ministério Público e Tribunal de Justiça vão ter um engenheiro ou um arquiteto recém-formado sendo treinado na área de edificações públicas. O anúncio do secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, foi feito nesta segunda-feira (6), na aula inaugural do programa de Residência Técnica para mais 200 pessoas no auditório Poty Lazzarotto, Museu Oscar Niemeyer.

“O programa vai capacitar recém-formados em projetos e em obras públicas, preparando profissionais em edificações públicas que poderão trabalhar seja empregado no Estado ou empresas terceirizadas”, disse o secretário. A aula inaugural, sobre as ações do Estado em infraestrutura e logísitica, teve transmissão ao vivo para os polos de Ponta Grossa, Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Estes cinco polos atendem alunos de 40 cidades.

O curso é resultado da parceria entre as secretarias estaduais de Infraestrutura e Logística, Ciência e Tecnologia, e as universidades estaduais de Ponta Grossa, de Londrina e de Maringá, Unioeste e Unicentro oferecem, em parceria, o curso de especialização em edificações públicas ofertado a engenheiros e arquitetos.

Segundo o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Santos Leal Neto, o programa voltado para profissionais que estejam formados há até três anos nas áreas das engenharias civil, mecânica, elétrica, de produção e ambiental, e também de arquitetura, tem como foco a sustentabilidade. “O programa já despertou interesse de outros estados interessados em copiar o modelo paranaense”, disse.

AULAS – Os alunos terão aulas práticas e teóricas, desenvolvendo um trabalho de especialização para a rede pública. Também serão co-autores de todas as atividades que desempenharem. Entre as práticas que realizarão estão: auxílio aos profissionais efetivos e chefes em atividades relativas à gestão de projetos e acompanhamento de obras públicas; auxílio na definição, elaboração e análise de projetos e auxílio à fiscalização de obras sob a supervisão de profissionais efetivos.

A engenheira Ana Tereza Wandembruck explica que um residente técnico é diferente de estagiário e servidor de carreira. “O programa é para capacitação e especialização dos residentes. Eles terão atividades específicas e focadas para isso, diferentes de aprendizes como o estagiário, por exemplo, que realiza diversos tipos de tarefa”.

Dos 200 estudantes, cerca de 70% são arquitetos e o restante tem em sua maioria engenheiros ambientais. Eles terão oportunidade de passar por 20 órgãos durante o aprendizado. O diretor-geral da Paraná Edificações (Pred), Luiz Jamur, diz que os residentes trarão bons resultados às instituições. Nas edições anteriores, o programa contava com apenas 60 estudantes e o único órgão envolvido era a Secretaria de Obras Públicas.

“Precisamos desses profissionais e teremos o comprometimento de recebê-los bem e dar todo o suporte necessário, dando apoio para que eles possam desenvolver esse trabalho de enriquecimento acadêmico”, afirma Jamur. Ele cita que alguns profissionais que assumirão os próximos cargos da Pred e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) já foram residentes técnicos.

EXPECTATIVA – Para o engenheiro civil formado Gilberto Pilatti, um dos alunos residentes, o curso vai permitir que ele conheça o setor público. “Quem sabe poderia seguir carreira ou trabalhar em uma empresa que atenda governo”, comenta Pilatti, que fará Residência Técnica na Secretaria de Educação.

A arquiteta Amanda Prado Schianti disse que se inscreveu no curso para ampliar o seu conhecimento em projetos públicos. “Também quero retribuir à sociedade, o apoio que tive ao me formar em universidade particular, a qual paguei com bolsa de ensino”, disse.

Os residentes terão 30 horas aulas por semana até fevereiro de 2015, aproximadamente. Neste período, cada aluno receberá bolsa de R$ 1.900,00 mensais. Ao fim do curso, eles receberão certificado de especialização em Gestão de Projetos e Acompanhamento de Obras Públicas e certificado de Acervo Técnico do Crea-PR.