Da Redação

O engenheiro responsável pela obra de ampliação da Arena da Baixada foi notificado por volta das 14h15 desta quarta-feira (2) da decisão judicial expedida pela Justiça do Trabalho que embarga os trabalhos no local. A partir do momento em que a decisão chegou à obra, a CAP S/A fica sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da ação. Na próxima sexta-feira (4) está marcada uma audiência para se verificar se o embargo será mantido ou não.

A decisão atendeu uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que tomou como base o um relatório do Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura (GMAI), que é subordinado ao MPT, apontando 208 autos de infração durante visita de fiscalização.

obras-arena-2-021013-bandab

Foto: Divulgação CAP S/A

De acordo com a Justiça do Trabalho, o relatório demonstrava “o grave risco de soterramento de trabalhadores, atropelamento e colisão, queda de altura e projeção de materiais, dentre outros graves riscos”. A pena para descumprimento da decisão é de R$ 500 mil, mas a princípio a construtora que administra a obra, a CAP/SA, empresa criada pelo Atlético Paranaense com fim específico para a Arena, não foi notificada.

As obras de ampliação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo foram embargadas no final da tarde de ontem. O pedido havia sido recusado pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego no Paraná, Neivo Beraldin, anteriormente, que afirmou à reportagem da Banda B, que o Atlético havia se comprometido e já teria executado melhoria nas condições de trabalho dos funcionários. “Essa obra é de uma magnitude imensa para a população do Paraná, não se pode embargá-la toda hora, já que existe um prazo apertado para a Copa do Mundo. Se ela é parada, os funcionários teriam que trabalhar em um dia de chuva, por exemplo, o que traz muito mais perigo”, afirmou ao programa Balanço Esportivo de ontem.

As infrações registradas pelo GMAI dizem respeito, basicamente, a falta de proteções coletivas que evitem o risco de quedas de materiais e de trabalhadores, instalações elétricas temporárias, escavações sem o devido escoramento e andaimes sem piso completo.

Notícias Relacionadas:

Apesar de decisão judicial, obras na Arena continuam normalmente