As primeiras empresas que vão participar do Parque Tecnológico Virtual do Paraná assinaram nesta quarta-feira (24), em Curitiba, a adesão ao projeto, junto com universidades e setores do governo envolvidos com o desenvolvimento tecnológico e de inovação do Estado.

Coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o parque é operacionalizado pelo Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) e reúne numa mesma plataforma todos os setores envolvidos com inovação e com desenvolvimento tecnológico, além de integrar as empresas interessadas em inovação tecnológica.

“O parque vai garantir o desenvolvimento, por igual, de todas as regiões do Paraná”, disse o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal. Ele explica que entidades e empresas de todos os tamanhos e de qualquer município do Estado terão as mesmas facilidades de acesso a informações e a soluções na área de inovação tecnológica. O portal de internet do parque entrará em operação no início do segundo semestre deste ano.

NA PRÁTICA – O Parque Tecnológico Virtual é um modelo de plataforma na qual os agentes interagem em um ambiente comum de gestão e inteligência competitiva. Podem participar instituições de pesquisa, parques, universidades, centros de promoção de empreendedorismo, incubadoras de qualquer município do Paraná. O parque pretende atrair e trabalhar no desenvolvimento e na fixação de empresas de base tecnológica, também de todo território paranaense.

As empresas que aderirem à plataforma vão se beneficiar do uso de serviços tecnológicos credenciados e serão acompanhadas de perto por um parque tecnológico, uma incubadora ou um núcleo de inovação, denominadas instituições âncora.

A participação das universidades não se restringe às instituições públicas – muitas particulares já demonstraram interesse – mas cada uma das sete universidades estaduais vai atuar como pólo de desenvolvimento. Em cada uma foi criado um Núcleo de Inovação Tecnológica, que vai funcionar como um animador do projeto, promovendo e agregando os setores interessados.

Os núcleos estão em Cascavel, Guarapuava, Londrina, Maringá, Jacarezinho, Ponta Grossa e Curitiba. “Num ambiente de inovação, o parque congrega equipamentos, empresas e ações de governo para obtermos avanços tecnológicos e podermos colocar isso a serviço da sociedade”, explica Alípio Leal.

POLÍTICA PÚBLICA – O decreto de criação do Parque Tecnológico Virtual do Paraná foi assinado pelo governador Beto Richa na semana passada. O importante, de acordo com o secretário Leal, é que o decreto garante a transformação do Parque Tecnológico Virtual em política pública, sem o risco de interrupção do projeto por motivos políticos.

Responsável pela execução do parque, o diretor-presidente do Tecpar, Júlio Felix, explica que o decreto fornece as ferramentas para concretização do parque, que terá governança tripartite – governo, academia e entidades empresariais, todos com o mesmo peso.

DIVULGAÇÃO – O Parque Tecnológico Virtual vem sendo arquitetado desde o final do ano passado, quando foi realizado o primeiro workshop para definir sua abrangência e necessidades.Também foram promovidos encontros nas sete universidades estaduais, que têm presença física em 40 municípios paranaenses. Participaram representantes de instituições de pesquisa, gestores de municípios, representantes de associações, organismos e de centros promotores de empreendedorismo e inovação, empresas e representantes do Governo do Paraná.

“O Parque Tecnológico Virtual permite a participação de todos os atores interessados e possibilita que diferentes entidades se abram umas às outras para a troca de experiências e idéias e, ainda, que realizem trabalho conjunto. Isso favorece criação de empresas, empregos e dá vida nova à toda uma região do Estado”, exemplifica Bruno Ramond, diretor do Departamento de Sistemas Urbanos da Universidade Tecnológica de Compiège (UTC), na França, detentor da tecnologia em uso para implantação do PTV.