Por Denise Mello e Marina Sequinel

porto pontal

Foto: Divulgação prefeitura de Pontal

A construção do Porto de Pontal do Paraná não deve interferir nas regiões de praia e do núcleo urbano do município. Quem garante é empresário responsável pela obra, João Carlos Ribeiro. Em entrevista à Banda B, nesta quinta-feira (26), o empreendedor disse que é mentiroso o boato de que o terminal de contêineres irá acabar com o balneário. “O porto vai ficar distante das praias e da cidade. Não há razão para espalhar esses boatos. Quem reclama são aqueles que não querem abandonar os privilégios e que são contrários ao desenvolvimento da região”, explicou o empresário. E completou: “A obra não vai comprometer a água do mar, já que não trará sujeira e nem fuligem ao local”.

Depois de uma longa negociação de 11 anos, a construção do porto foi autorizada no mês passado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O Ibama já concedeu a licença prévia, mas para que a obra comece de fato, alguns documentos ainda são necessário. “Por mim, colocava a primeira estaca do terminal amanhã, mas ainda faltam algumas liberações. Nossa expectativa é que as obras tenham comecem dentro de seis a nove meses e o porto deve ficar pronto, a partir de então, em dois anos”, revelou Ribeiro.

O empreendimento vai receber investimentos de US$ 800 milhões (R$ 1,8 bilhão). A estimativa é de que seja possível movimentar 1,4 milhão de unidades nos 650 mil metros quadrados do terminal, quase a mesma movimentação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP)*.

O empresário não tem dúvidas de que o porto irá movimentar a economia do litoral do Paraná. “O empreendimento é altamente favorável para o Paraná, já que vai criar empregos e enriquecer a região, que é uma das mais pobres do litoral do sul do Brasil. Um porto não trabalha sozinho, esparrama suas atividades por inúmeras empresas e tudo isso vai provocar o enriquecimento de Pontal do Paraná”, completou Ribeiro.

Além da licença final do Ibama, o novo terminal em Pontal do Paraná ainda depende da aprovação de um estudo de impacto ambiental para a duplicação da rodovia PR-412 para que tenha sua licença definitiva aprovada. O projeto está em fase de análise no Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

* A assessoria do  Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), informou à Banda B, assim que a reportagem foi ao ar, que, de fato, o atual limite de capacidade do TCP é de 1,2 milhão de TEUs (sendo o TEU uma medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e o Terminal atingirá 1,5 milhão de TEUs a partir de janeiro/2014, graças a obras de ampliação que estão ocorrendo. No entanto, hoje o Terminal não opera no limite da capacidade, como informamos anteriormente, pois a demanda atual é de aproximadamente 750 mil a 800 mil TEUs/ano. Dessa forma, as obras de ampliação já feitas e em andamento, que elevarão a capacidade para 1,5 milhão de TEUs, garantirão que o TCP atenda o crescimento da demanda pelos próximos 10 anos.