Por Denise Mello e Bruno Henrique

Pelo menos 30% dos passageiros do transporte coletivo de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficaram sem transporte por quase três horas nesta segunda-feira (9). É que os motoristas e cobradores da empresa Santo Antonio, localizada no município, decidiram cruzar os braços por conta própria, sem a articulação do sindicato da categoria, o Sindimoc. Com a paralisação, os ônibus da Santo Antonio não saíram da garagem entre as 5 horas até às 7h30. Por causa do movimento, dois maiores terminais de Colombo, Guaraituba e Alto Maracanã, ficaram praticamente sem ônibus.

À Banda B, os motoristas e cobradores informavam ao vivo, por volta das 5 horas, que não acreditavam que o pagamento será feito nesta segunda-feira, como se é esperado. “Não acreditamos mais em promessas. Sabemos que não vão pagar a gente hoje e não vamos ficar mais um dia trabalhando sem receber. Quando depositarem, a gente volta”, disse um dos motoristas ouvidos pela Banda B, sem ter o nome revelado. Os trabalhadores mudaram de ideia e decidiram voltar ao trabalho depois que representantes do Sindimoc foram até a garagem e orientaram os grevistas a encerrar o movimento, já que a decisão era isolada e sem o aval do sindicato.

Algumas empresas de Curitiba e região já pagaram seus funcionários na sexta-feira (6). Outras devem fazer isso nesta segunda-feira, prazo limite estabelecido pela Justiça para o pagamento.

Impasse

O convênio entre Urbs e Comec acabou e o transporte da região metropolitana é responsável do governo do estado e dos 13 municípios que compõem a rede. Na RMC, o valor da passagem passou a custar R$ 3,30 nesta segunda-feira, tanto no cartão-transporte quanto no dinheiro. Em Curitiba, o valor é diferenciado: R$ 3,30 para o pagamento em dinheiro e R$ 3,15 para o uso do cartão.

Nesta semana, devem ocorrer novas rodadas de negociação para a definição do reajuste dos motoristas e cobradores, que têm database agora em fevereiro. Uma nova greve de ônibus em Curitiba e região não está descartada.