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Prefeitura também iniciou sindicância para averiguar irregularidades em atendimentos realizados

O Hospital Evangélico enfrenta momentos críticos desde que o Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) denúnciou a médica Virgínia Soares Souza, chefe da Unidade de Tratamento Intensivo do hospital. Em meio ao escândalo, o prefeito Gustavo Fruet visitou o Evangélico, neste sábado (23), para uma reunião com os dirigentes. Ele também conversou com médicos e funcionários.

A visita teve o objetivo de manifestar o apoio da Prefeitura à instituição, que vivencia uma crise após a prisão de profissionais da UTI Geral. “Viemos tratar de duas questões. Primeiro, garantir que haja a investigação, tanto pela Polícia quanto pelo Judiciário. Em segundo, nós temos que recuperar a confiança e registrar o respeito ao restante do corpo clínico, que em momento algum está sendo objeto de questionamento”, disse o prefeito.

Ao lado do secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, Fruet percorreu algumas alas do pronto-socorro para cumprimentar funcionários e enfatizou a importância do Evangélico, que atende a população de Curitiba há 54 anos e é uma referência no Paraná: “É preciso que se investigue, mas, por outro lado, é necessário recuperar a confiança, deixar claro que este não é o perfil desta instituição, que é muito importante para a cidade e tem um dos melhores corpos clínicos do país.”

Ao mesmo tempo em que reafirma o apoio à instituição, a Prefeitura de Curitiba toma medidas para que o atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital seja assegurado. A Secretaria Municipal de Saúde, que é gestora do Sistema Único de Saúde (SUS), estabeleceu como prioridade a continuidade dos serviços.

Uma força-tarefa médica foi designada e assumiu temporariamente a UTI Geral. Um médico observador, o ortopedista e traumatologista Luiz Carlos Sobania, foi encarregado de acompanhar o cumprimento de todos os protocolos médicos.

A Prefeitura também iniciou uma sindicância, com apoio do Conselho Regional de Medicina e da Secretaria Estadual de Saúde, para averiguar irregularidades em atendimentos realizados no passado.