Da Redação com CMC

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) renunciou, em documento entregue à CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal nesta quinta-feira (22), ao direito ao sigilo fiscal e se dispôs a apresentar documentos adicionais da contabilidade das operadoras do sistema.

CPI do Transporte

Foto: CMC

A CPI aprovou a quebra do sigilo fiscal das empresas e seus sócios na última segunda (19), por meio de requerimento da vereadora Professora Josete (PT). O presidente do colegiado, Jorge Bernardi (PDT), pediu que a correspondência do Setransp seja anexada pela Procuradoria Jurídica (Projuris) da Casa, responsável pela orientação do processo, à documentação que será enviada à Receita Federal.

O Setransp também reivindicou aos vereadores nova convocação, “com a devida antecedência”, para que representantes da entidade deponham especificamente sobre a contabilidade de cada uma das 11 empresas que compõe os três consórcios (Transbus, Pontual e Pioneiro). Os vereadores apontaram como evasivas as respostas apresentadas na última semana pelos depoentes, representantes da área financeira da entidade sindical.

Segundo Bernardi, o pedido para a realização de novo depoimento será analisado na próxima reunião administrativa do colegiado especial. Para o vice-relator, Valdemir Soares (PRB), a CPI não fugiu da proposta da convocação, realizada por meio de requerimento de sua autoria. “Os consórcios são formados por empresas, tínhamos que detalhar esses dados. Já tivemos aqui muitas contradições”, disse o vereador.