O prefeito Gustavo Fruet e o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda, participaram na manhã deste sábado (20) do Dia Nacional de Mobilização Contra a Gripe, na barraca de vacinação instalada na Boca Maldita, no centro da cidade. “Este é um trabalho de conscientização e até hoje já chegamos a 40% de pessoas vacinadas do grupo prioritário. Este é um sinal muito bom, de que as pessoas estão atentas. Temos a expectativa de atingir a meta antes do prazo esperado”, considerou o prefeito.

Desde o início da campanha, no dia 15, até esta última sexta-feira (19), cerca de 145 mil doses já tinham sido aplicadas, o que representa 40% da meta estabelecida para Curitiba, que é de 380 mil pessoas incluídas no grupo prioritário. Entre a população alvo estão crianças com idade de seis meses até dois anos, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério), além de doentes crônicos listados pelo Ministério da Saúde.

A campanha prossegue até a próxima sexta-feira (26) nas 109 unidades de saúde da capital. Com o objetivo de facilitar o atendimento, especialmente neste final de semana, a vacina também está sendo disponibilizada em outros 65 locais, incluindo supermercados e shoppings. “Essa é uma das diretrizes do nosso governo, ampliar o acesso aos serviços de saúde e é o que estamos promovendo também na campanha de vacinação contra a gripe. Abrimos serviços que habitualmente não abrem e com certeza passaremos de 50% da população a ser vacinada”, afirmou o secretário de Saúde.

A vacina oferecida pela rede pública protege contra os três tipos mais comuns de vírus transmissores de gripe: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Moacir Pires Ramos, quem toma a vacina tem uma proteção de 60% a 62% contra a gripe. “Para a vacina produzir a proteção pra quem toma a dose há uma demora de duas a três semanas”, orienta.

A febre alta e a alergia ao ovo são as duas principais contraindicações para receber a vacina. Pires Ramos comenta que para obter as vacinas é necessário fazer a multiplicação do vírus, que é injetado em ovo de galinha embrionado, para garantir a produção em quantidade de vírus a serem utilizados na produção das doses. “Embora sejam retirados, inativados e purificados podem sobrar na vacina pequenas quantidades de fragmentos de proteína do ovo de galinha. Se a pessoa tem alergias anteriores não deve tomar pelo risco de desenvolver a alergia”, explica o diretor de epidemiologia.