Por Sérgio Naguel*

Você é do tipo de pessoa que acredita que: elogios fazem-se em público, mas críticas só em particular?

Você acha que elogio é bom e crítica, não?

Quando você recebe uma crítica, em qualquer ocasião, mas em especial no trabalho (que é o tema da nossa coluna), como é que você costuma reagir?

Será que você é do tipo de pessoa que fica com raiva e de imediato começa a falar junto com a pessoa que está criticando, revidando agressivamente a crítica com outra, do tipo: quem é você para me dizer isso?

Ou você é do tipo que fica com medo e já começa a se justificar, dizendo: não…mais é que…?

Ou,quem sabe, do tipo de pessoa que fica triste ao ouvir uma crítica e já começa a pedir desculpas?

Quem sabe você é do tipo que não dá a menor bola para a crítica e deixa as palavras entrarem por um ouvido e saírem pelo outro.

Ou será que você é do tipo de pessoa debochada, que ao ouvir uma crítica fica ironizando o tempo todo, falando coisas do tipo: ah é, é! Não gostou coma menos ou que se mude ou vai de taxi?

Se você costuma ter qualquer uma das reações apresentadas, posso garantir que você está perdendo a grande oportunidade de desenvolver sua capacidade de pensar. Oh! Prestou a atenção?

Se você costuma adotar qualquer uma das reações apresentadas posso garantir que você está perdendo a grande oportunidade de desenvolver sua capacidade de pensar. As críticas, por menos que você aceite, são verdadeiros presentes que quem critica nos dá.

Crítica vem do grego krínein, que significa separar o que é positivo do que é negativo ou, como se costuma dizer, separar o joio do trigo. Por esse motivo, para quem para e pensa no que está ouvindo, receber uma crítica será sempre um presente.

O ex-presidente da TAM, o comandante Rolim notabilizou-se ao criar em 1991o serviço Fale com o Presidente, um canal de comunicação direto entre si e os passageiros. O detalhe era que os elogios eram recebidos pelos assessores do Rolim, enquanto as críticas e reclamações eram recebidas diretamente por ele. Ele dizia que eram consultorias valiosíssimas, que ele recebia de graça.

E você sabe o que fazer para parar e pensar quando receber uma crítica?

Quem fica sob o domínio de sentimentos como a raiva, medo ou tristeza perde a oportunidade de desenvolver sua capacidade de pensar. Por quê? Porque a última coisa que os sentimentos querem é que as pessoas pensem. Sentimentos não aceitam concorrência. Eles querem reinar sozinhos.

Então eles simplesmente desligam a nossa função pensar.E outra coisa em relação a receber críticas: é muito melhor você ser criticado do que não saber o que as pessoas pensam sobre seus comportamentos ou os resultados do seu trabalho.

O que eu quero dizer é que toda crítica é um presente e, se você souber o que fazer com ela pode tirar muito proveito. Oh presta atenção: As críticas são presentes, mas nem todo presente vem embrulhado num papel bonito com laço de fita.

As críticas são presentes embrulhados de forma tosca e feia. Receber elogios é fácil, é agradável. MAS as pessoas que sabem receber críticas são as pessoas que se dão melhor na vida (por mais estranho que isso possa parecer).

Dicas tarja preta que eu ofereço:

1ª: Quando você receber uma critica conte até 10 para retomar a calma.

2ª: Pense comigo: o que é que você faz quando recebe um presente? Agradece né? Quando receber uma crítica, faça o mesmo. Ao invés de retrucar, brigar, pedir desculpas, se justificar, agradeça. Mais nada. Só agradeça;

3ª- afaste-separa pensar sobre o que ouviu

4ª: depois que você se acalmar, aí está na hora de desembrulhar a crítica que você recebeu. Você usa todo presente que ganha? Não né? O mesmo acontece com as críticas. ENTÃO, só use as críticas que ajudam. Jogue no lixo as que atrapalham. Desta forma você vai tomar decisões cada vez melhores em relação as suas atuações tanto no ambiente de trabalho como na sua vida pessoal….

Você sabe o que fazer quando o seu colega não aceita receber ordens suas, quando você está responsável por um trabalho?

Exemplo: Um colega está trabalhando no mesmo trabalho, também sob minha coordenação. O prazo está definido e é apertado, mas meu colega não comprou a ideia de estar subordinado a mim e está me boicotando fazendo corpo mole. Já pensei em deixar ele de lado e fazer tudo sozinho. O que me aconselha neste caso?…

Eu entendo sua situação porque aconteceu várias vezes em minha vida. As questões básicas são: o trabalho tem que estar pronto na data e com a qualidade especificada. Para isso, você precisa comprometer seu colega com o trabalho, e isso sem ter autoridade formal sobre ele.Neste caso, você terá que usar sua capacidade de influenciar, porque, dar queixa do seu colega para o chefe de vocês, ou fazer o trabalho sozinho, não são as melhores soluções para este problema.

As dicas tarja preta que eu ofereço para que você encontre a raiz do conflito são:

1ª- Inicie investigando o seu próprio comportamento. Como você está reagindo às expectativas do seu chefe em relação a este trabalho? Você pensa que ele o está testando para ver se você sabe comandar uma equipe? Pensa, que para isso, tem que obter a obediência do seu colega? Caso esteja pensando assim, está pensando de uma forma ultrapassada, ou seja, ao querer que o seu colega o obedeça, está agindo como chefe. Ao invés disto, busque liderá-lo, engajando-o ao trabalho de modo que ele queira fazer o que tem que ser feito.

2ª dica – Vá conversar com o seu colega. Ouça o que ele tem a dizer sobre o trabalho e o seu modo de coordenação. Perceba os sentimentos dele em relação a esta situação. Será que ele não está aborrecido porque pensava que iria coordenar o trabalho? Veja as necessidades que ele tem e o que você pode fazer por ele. Isso vai motivá-lo no trabalho. O que importa é que vocês encontrem juntos uma solução para que nada dê errado, pois o fracasso do trabalho será o fracasso dos dois, aos olhos do chefe de vocês….

E o que é melhor mentir ou não mentir na hora de escrever um currículo?

Exemplo: Eu devo colocar a verdade e somente a verdade sobre minha experiência ou é possível inventar umas coisinhas que me ajudem a chegar até a fase da entrevista? Só para impressionar…

Eu vou responder a sua pergunta contando um fato que aconteceu recentemente comigo. Eu estava voltando para casa, após uma palestra e, no avião, sentei-me ao lado de duas executivas que conversavam. O assunto entre elas era diarista.

Uma falou: minha diarista me deixou. Você tem alguém para me indicar? E a outra respondeu: Tenho sim. A moça NEM é tão boa na faxina, mas eu entrego as chaves de casa pra ela sem medo… O que esta historia tem a ver com mentir no currículo? Tem tudo a ver porque fala sobre CONFIANÇA. Se você mente no currículo e o entrevistador descobre aí você perde a oportunidade, e FECHA as porta da empresa para outras que poderiam vir.

Você joga no lixo a coisa mais importante para quem está contratando: a confiança. Eu sou da opinião de que devemos optar pelas coisas que nos facilitam, sem deixarde sermos éticos. O que pode parecer uma coisa sem importância pode, também, ter consequências assustadoras e perigosas.

As dicas tarja preta são:

Analise o cargo ou a função que você deseja ocupar na empresa. Pesquise na internet as características que compõem esse perfil. Compare esse perfil com as suas qualificações e busque se qualificar nas coisas que faltam para você. Se não houver tempo para a qualificação, faça isso logo depois da entrevista de emprego que você terá de imediato. Na entrevista, não minta. Se perguntarem sobre qualificações que você ainda não tem, diga que você tem capacidade e disposição para aprender rapidamente. Não se arrisque colocando mentiras no currículo.

É como dizia o jornalista Arthur da Tavola: DE TUDO, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações….

Você sabe como se defender de pessoas que querem puxar o seu tapete no trabalho?  

Meu nome é Rogerio, tenho 23 anos e estou trabalhando numa empresa há 4 meses. Um funcionário de lá que quer puxar o meu tapete. Vive fazendo críticas ao meu trabalho pras outras pessoas. Já fui tirar satisfações, mas ele diz que não falou nada, que eu tô viajando. Tem horas que penso em bater nele ou pedir as contas. A situação esta se tornando cada vez mais complicada. O que eu faço?…

Primeiro, se o sujeito não fala diretamente com você, como é que você fica sabendo que ele está falando mal do seu trabalho? Cuidado com pessoas que ficam levando esse tipo de informação para você. Desconfie de pessoas, supostamente bem intencionadas, e que se prestam a esse papel de leva-e-traz. Lembre-se de que quem conta um conto, aumenta um ponto.

Então, para resolver essa situação, pare de ouvi-los. Segunda coisa. Contra fatos não existem argumentos. Se você está vivendo momentos de tensão porque existem indícios de que alguém fala mal de você e do seu trabalho pelas suas costas, a dica tarja preta que ofereço é:

Faça o seu diário de bordo, ou seja, registre tudo o que você faz durante o seu dia de trabalho. Poucas coisas podem ser mais úteis profissionalmente do que este hábito. Por exemplo,compre um caderno, e vá anotando tudo o que você faz ao longo dia. Seja o mais detalhista possível.

Coloque a data e hora de cada evento do qual você participou. E não se esqueça de anotar os nomes das pessoas que conversaram com você neste período. Com essas informações você poderá fazer, caso necessário, um relatório da sua produção, e entregar para seu chefe. Este relatório é um santo remédio para afastar de você os eventuais fofoqueiros e invejosos de plantão. Ficou com preguiça? Se você pensou “mas que coisa mais chata de se fazer”…vou terminar dizendo: “mais chato é você não poder se defender de falsas acusações ou fofocas por falta de argumentos”.

Até a semana que vem com novas aprendizagens para fazer de você um profissional diferenciado.

Quem é Sérgio Naguel?

Fundador da RAYLA Treinamento Profissional. Tem 38 anos de vida profissional, sendo 30 anos atuando como educador organizacional Desde 2001 é formado em Dinâmica dos Grupos. Também tem formação em focalização de danças circulares e em Contação de Histórias .

Ex-facilitador do Curso EMPRETEC, Engenheiro Civil,  Técnico em Maquinas e Motores – Escola Técnica Federal/RJ – Auditor Líder em Sistemas de Gestão Normalizados, Practitioner em Programação Neurolinguistica, Master Practitioner em Programação Neurolinguistica, autor das cartinhas ISO 9000 e Custos da Qualidade pelo SEBRAE/PR, colunista de rádios com a coluna Dr. Trabalho.