Por Luiz Henrique de Oliveira

Rosilda Dreveck disse que família nunca suspeitou de envolvimento de Dranka no crime (Foto: Reprodução Youtube)

Com revolta, Rosilda Dreveck, irmã de Loir Dreveck, prefeito eleito de Piên assassinado pelo no dia 17 de dezembro de 2016, concedeu entrevista ao Jornal O Repórter, parceiro da Banda B. Durante a conversa com o repórter Pedro Bala, Rosilda afirmou que o principal motivo para a morte do irmão foi ele ter sido ingênuo ao pensar que poderia mudar um sistema corrompido. Ela também comentou que não esperava a participação no crime do ex-prefeito da cidade, Gilberto Dranka.

Dreveck não suspeitava do que poderia acontecer (Foto: Reprodução)

“Ele foi ingênuo ao pensar que poderia mudar um sistema que estava corrompido. Ele teve a ilusão de que, como prefeito, poderia fazer uma cidade melhor, com um pessoal técnico e não político. A intenção dele era fazer um bom trabalho e deixar o nome gravado na história, sem pretensões de reeleição inclusive”, disse Rosilda.

Segundo Rosilda, em nenhum momento a família suspeitou que Dranka fosse o mandante do crime, assim como aponta a investigação da Polícia Civil. “Recebemos isso com muita surpresa, porque foi um grupo que trabalhou junto durante a campanha, eram amigos. Nós não temos dúvidas que eles foram os assassinos. Agora quero que estes envolvidos apodreçam na cadeia”, esbravejou.

Questionada se Dreveck em algum momento relatou ameaças vindas do ex-prefeito, Rosilda disse que não. “Meu irmão não fazia menor ideia do que poderia acontecer. A única coisa que ele disse foi que Dranka tinha muita relutância em entregar o poder, apenas isso, tanto que não suspeitávamos dele”, salientou.

Agora, Rosilda apenas espera que a Justiça seja feita. “Que o Dranka tenha muita saúde para sofrer anos na cadeia”, concluiu.

Assista a entrevista:

Defesa

Dranka nega as acusações feitas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) sobre a morte do prefeito eleito. O advogado de defesa, Claudinei Szymczak, declarou que ele sempre teve Dreveck como um amigo e não reconhece nada o que foi dito pelos policiais.

O crime

Dreveck morreu no dia 17 de dezembro, três dias depois de ser baleado na cabeça. Ele foi atingido por um motociclista enquanto viajava para Santa Catarina, pela PR-420, em um carro da prefeitura.

Loir foi encaminhado em estado grave ao Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento do Sul (SC), mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

Mais detalhes do crime que chocou a Região Metropolitana de Curitiba você tem na edição impressa do Jornal O Repórter nesta sexta-feira (3)