Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Uma ordem de sacrifício contra uma égua bicampeã paranaense de hipismo gerou a revolta do dono de um haras de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O animal foi condenado a morte após ser detectado com a doença mormo, uma zoonose transmitida por secreções que pode levar a morte tanto humanos, quanto os animais. Mas, de acordo com o dono do Centro Hípico Equuos, Darci Bardini, sete testes foram realizados, sendo que seis deram resultado inconclusivo e apenas um detectou a doença.

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Foto: Darci Bardini

“Nós só queremos tentar salvar o bicho, eles fazem parte do nosso dia a dia. Não somos contra o sacrifício se confirmada a doença, já que ela representa vários riscos, mas queremos uma contraprova, já que a égua não apresenta nenhum sintoma”, disse.

A condenação de sacrifício foi feita pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e pelo Ministério da Agricultura. “O que me indignou é o fato de eu não poder fazer um novo exame, quero ter a prova que ela tem a doença antes de ser levada a morte. Isto é assassinato, já que ela não apresenta nenhum sintoma”, afirmou.

Em entrevista à Banda B, o diretor-presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, explicou que essa é uma atividade de rotina nesses casos para manter o Paraná livre da doença. “O que aconteceu nesse caso foi o fato da égua disputar provas e causou uma comoção muito grande. Mas a doença é crônica e foi detectada no exame de sangue do melhor laboratório do país, que é o do Ministério da Agricultura em Pernambuco. Nas vezes em que o exame deu inconclusivo, utilizamos procedimentos de rotina e esse foi o com os meios mais avançados”, explicou.

Segundo o Dr. Kroetz, o sacrifício é importante para afastar a doença do estado do Paraná, já que pode levar até humanos à morte. “Entendemos a reluta da família, mas pelo fato da reação o procedimento precisa ser realizado imediatamente”, concluiu.

O sacrifício está marcado para acontecer às 14 horas desta sexta-feira (23), mas Bardini promete realizar um protesto caso uma liminar impedindo a morte não seja expedida ainda nesta quinta.