Por Felipe Ribeiro

Estudo contratado pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) aponta que, de acordo com os parâmetros do contrato licitatório, a tarifa técnica do transporte coletivo deve ser maior que R$ 4,57 para o período de março de 2017 a fevereiro de 2018. O valor, divulgado pela entidade nesta terça-feira (31), não leva em conta o provável reajuste de motoristas e cobradores. A Urbanização de Curitiba (Urbs) diz que até o momento não há nada oficial sobre um possível aumento de passagem, mas a tendência é de aumento, principalmente após o prefeito Rafael Greca apresentar dados e dizes que a gestão anterior deixou uma dívida de R$ 1,27 bilhão ao município.

Foto: SMCS

De acordo com o Setransp, o valor da tarifa técnica se dá em razão da tendência de queda de passageiros no sistema de transporte. No último período tarifário, o valor pedido pelos empresários já era próximo de R$ 4,10. “Essa necessidade de tarifa técnica é reflexo da acentuada queda de passageiros observada desde o início do contrato. De 2011 a 2016, por exemplo, o total de passageiros pagantes caiu de 246 milhões para 197 milhões, uma redução de 20%, como mostra o quadro abaixo, que leva em conta somente o sistema urbano”, diz o Setransp.

Para o próximo período tarifário, o Setransp, trabalha com uma previsão de 15,3 milhões de passageiros por mês, em média, totalizando 183,6 milhões de passageiros.

Ao apresentar o valor da dívida que teria sido deixada por Gustavo Fruet, Greca não descartou possibilidade de cortar subsídios ao transporte coletivo da capital, o que pode recair no aumento da passagem. “São medidas de economia, de redução de custeio e renúncia a subsídios, inclusive na relação ao transporte coletivo. Ainda estamos calculando o impacto e vamos ver aonde vamos cortar, mas teremos que ter medidas amargas”, disse.

A Urbs porém, que é a gestora do transporte coletivo na capital, afirma que não existe nada oficial sobre aumento de tarifa.

Data-base dos trabalhadores

Com data-base em fevereiro, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) protocolou, na última semana, os 79 itens da pauta de reivindicações para a Convenção Coletiva de Trabalho de 2017. Dentre as reivindicações, destaca-se o reajuste salarial de 15% sobre o piso salarial e o requerimento para que o valor do Auxílio Alimentação seja igual ao oferecido aos funcionários da Urbs que atuam no transporte coletivo.