Por Luiz Henrique de Oliveira com assessorias

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Centro Cívico virou cenário de filme americano (Foto: Divulgação SMCS)

Os ventos chegaram a 90 km/h e duraram no máximo três minutos. Apesar do pouco tempo, foram suficientes para causar uma destruição jamais vista na região Norte e Central de Curitiba. Por mais que os meteorologistas afirmem que a tomernta foi normal, os curitibanos não acreditavam no que viam na tarde de quinta-feira (3): “Estou há 40 anos aqui e nunca presenciei algo parecido”, disse um morador.

Nesta sexta-feira (4), o dia seguinte a tempestade, o sinal era de uma guerra, relembrando filmes americanos como o “O Dia Depois de Amanhã” e “Twister”. Ruas dos bairros Vista Alegre, Mercês e Centro Cívico ainda estão com árvores, placas de publicidades e até muros no meio do caminho. Na manhã de hoje, a cúpula do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil fizeram uma reunião de urgência para estabelecer planos de atendimento aos bairros.

Balanço

Segundo o balanço da Copel, a chuva interrompeu a energia de 64 mil unidades consumidoras. Centenas de semáforos foram desligados, placas de publicidade caíram e aparelhos celulares ficaram sem sinal. No total, foram 19 bairros atingidos, sendo os principais: Mercês, Vista Alegre, Centro, Alto da Glória e Centro Cívico.

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Sede da Banda B também foi afetada (Foto: Banda B)

Durante a curta tempestade pelo menos quatro pessoas tiveram ferimentos leves. Duas delas estavam na Rodoferroviária de Curitiba, onde o teto desabou. No Centro Cívico, prédios da Assembleia Legislativa e da Prefeitura foram afetados, inclusive com alguns setores deles não podendo abrir nesta sexta.

Por fim, até o final da noite de ontem, a Defesa Civil diz ter atendido mais de 120 ocorrências. Apesar disto, não há registro de desabrigados

Prefeitura afetada

O setor de alvarás da Secretaria Municipal da Fazenda não funcionará nesta sexta-feira (04), em decorrência da tempestade que atingiu Curitiba nesta quinta. O setor fica no saguão do prédio central da Prefeitura, que foi atingido pelo vento e pela chuva, espalhando e danificando documentos.

A tempestade provocou danos e transtornos numa série de equipamentos públicos municipais. Na Rodoviária, houve  destelhamento parcial no bloco ferroviário e também da sede da Urbs, atingindo inclusive a Central de Controle Operacional (CCO). Três pessoas ficaram levemente feridas e foram atendidas por socorristas da Defesa Civil e depois pelo Siate. O teto que caiu atingiu dois carros, um deles da Secretaria Municipal de Trânsito.

Um balanço parcial mostra que dez escolas e creches municipais sofreram algum tipo de dano durante a tempestade – destelhamento, quebra de vidros, queda de muros e alagamentos: CMEIs Bracatinga, Centro Civico, Solitude, Mercurio e Portão, as escolas municipais Maria de Lourdes (Jardim Acrópole), Professor Brandão, Anna Hella e Herley Mehl e o Centro de Educação Infantil Issa Nacle (Uberaba).

Na Avenida Manoel Ribas há fios de energia elétrica caídos na via, no trecho histórico, entre o Restaurante Madalosso e a rotatória da Via Vêneto. Também há muitas árvores caídas no Parque Barigui e o Jardim Botânico ficou alagado.

As seguintes Unidades de Saúde sofreram com pequenos alagamentos, vidros quebrados, ou falta de luz: Bacacheri, Vila Leonice, Uberaba, Bom Pastor, Pinheiro, Santa Felicidade e Centro de Especialidades. Elas devem abrir normalmente nesta sexta (04).

O prédio da Rua Atílio Bório onde funciona um  Serviço de Urgência e Emergência de Saúde foi parcialmente alagado.

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