Redação

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Até terça-feira algumas agências estarão abertas. Foto: Sindicato dos Bancários

A greve por tempo indetermindo dos bancários fechou 145 agências em Curitiba e na região metropolitana nesta quinta-feira (19). Desse total, 115 ficam na capital e 30 na região metropolitana. Também, 13 centros administrativos ficaram de portas fechadas.

Em Curitiba, os bairros com maior número de bancários parados são Centro, Centro Cívico e Portão. Munícipios como São José dos Pinhais, Araucária, Rio Negro e Campo Largo também registram adesão à greve. Assim, no primeiro dia de paralisação, cerca de 11,5 mil bancários cruzaram os braços na base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

Nesta sexta-feira (20) a greve continua nas áreas centrais de Curitiba. De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Empresas de Créditos (Fetec), os bancos dos bairros estarão abertos até segunda-feira para que a população consiga utilizá-los para serviços urgentes. A partir disso, todas as agências estão fechadas.

Paraná

Mais de 15,5 mil bancários cutistas aderiram à greve no Paraná neste primeiro dia de paralisação, 19 de setembro – o que representa 65% da categoria filiada à Fetec-CUT-PR. Além dos 13 Centros Administrativos situados em Curitiba, 375 agências bancárias paranaenses ficaram fechadas nesta quinta-feira. Destas, 145 na capital paranaense e região metropolitana e 230 no interior. Confira abaixo o número de agências fechadas por município:

Curitiba e região: 145

Apucarana e região: 25

Arapoti e região: 27

Campo Mourão e região: 16

Cornélio Procópio e região: 19

Guarapuava e região: 14

Londrina e região: 68

Paranavaí e região: 15

Toledo e região: 25

Umuarama e região: 21

País

Os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira 19, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado. São 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), um crescimento de 19,73%. Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com base nos dados enviados até as 18h30 pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% dos 490 mil bancários do país.