Por Elizangela Jubanski e Roberto Romanowski

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Para não usá-la, os moradores chegam a dar uma volta de quase 500 metros. Foto: SMCS

Aproximadamente 200 pessoas se reuniram no final da rua Ulisses vieira, no bairro do Santa Quitéria em Curitiba, para protestar contra a falta de segurança de ponte instalada no local. A manifestação aconteceu no fim da noite desta segunda-feira (30) por volta das 22 horas. Uma ponte que liga duas ruas importantes na região está totalmente destruída, mas alguns moradores continuam passando pelo local. Para não usá-la, os moradores chegam a dar uma volta de quase 500 metros. Eles querem que a Prefeitura de Curitiba reforme a ponte. Cerca de duas manifestações já aconteceram nos últimos meses em decorrência da falta de segurança da ponte.

Os manifestantes atearam fogo e obstruíram a ponte. Os principais moradores que protestam moram no Conjunto Residencial Buriti e utilizam a ponte praticamente todos os dias: manhã e noite. Pacientes da Unidade de Saúde do Santa Quitéria também utilizam a ponte e, principalmente, usuários do transporte coletivo que trafegam no local para ter acesso a um ponto de ônibus, do outro lado da ponte.

Segundo os moradores, a ponte coloca em risco a segurança das pessoas que economizam tempo ao utilizar a ponte, que está em péssimo estado. Informações entre os moradores apontam que a previsão dada à comunidade seria dezembro, para que a ponte fosse reconstruída, mas os moradores estão cansados de esperas.

Ivonte Vieira, que vive há mais de 20 anos na região, confirmou à Banda B que a ponte é bastante utilizada no local. “As pessoas passam para ir trabalhar, pra levar as crianças nas creches. Tem que vir arrumar porque é perigoso passar aqui. Depois que acontecer alguma tragédia, aí não adianta mesmo”, finaliza a moradora.

Outro lado

A Prefeitura de Curitiba informou que a passarela de pedestres com estrutura metálica, na divisa dos bairros Santa Quitéria e Campo Comprido, será substituída por outra nova em até 90 dias. A declaração foi dada em setembro após a ponte ser interditada pela Secretaria Municipal de Obras. A Prefeitura fez a sinalização com fita zebrada e instalou tubos de concreto nas duas cabeceiras da passarela, o que está sendo ignorado por alguns pedestres. Técnicos da secretaria advertem que a estrutura, na situação em que se encontra, oferece riscos aos usuários e que a passarela não deve ser utilizada até ser substituída.

A passarela tem aproximadamente 20 anos e, além da deterioração natural provocada pelo tempo, foi comprometida porque uma pessoa passou por ela montada a cavalo. No meio da passarela o animal teria se chocado contra a lateral e provocado a inclinação da estrutura metálica. Até a próxima semana, a passarela deverá ser içada por um guindaste e retirada do local.