O delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH), há três meses tem parte de sua vida tomada pelo inquérito policial referente à morte da menina Rachel Genofre, encontrada estrangulada dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba em novembro de 2008. Durante o Programa Casos de Polícia deste sábado (30), com o jornalista Antônio Nascimento, Recalcatti passou novas informações sobre o caso, que assumiu no início do ano, e não descartou o envolvimento de uma mulher na morte da garota.

“Tivemos recentemente informações daquele caso que aconteceu no Rio de Janeiro e até mesmo no caso Yoki, em que mulheres mataram e colocaram a vítima dentro de uma mala. Por isto, não está descartado até mesmo que uma mulher tenha cometido o crime contra a Rachel, já que a literatura policial mostra isto. Estamos fazendo exames de DNAs em homens, porque ela deve ter sido abusada, mas pode ter uma mulher envolvida também e já trabalhamos com isto”, destacou à Banda B

O delegado disse que tem se dedicado ao máximo no caso. “Quando pegamos o caso ele já estava com quatro volumes de inquérito e em três meses estamos indo para seis volumes. Os trabalhos são feitos com a equipe da Homicídios e por inúmeras pessoas que passam informações relevantes. Não podemos deixar passar nenhuma informação”, disse.

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Novo retrato falado de suspeito

Recalcatti descreveu que o recente retrato falado divulgado pela Homicídios foi feito por conta de possíveis erros na outra imagem. “Naquela época a exigência de uma resposta era muito rápida e quem fez o retrato estava muito nervoso e acabou fornecendo dados diferentes. Agora, passado quatro anos, com mais tranquilidade, saiu este novo retrato falado”, relatou.

Por fim, o delegado deu informações sobre o perfil do autor deste crime. “É possível que seja uma pessoa bastante conhecida da menina e pedófila. Alguém que tinha inimizade com a família da Rachel. O assassino precisa de uma motivação, estamos perto de descobrir isto”, finalizou, sem dar muitas pistas.