Após as polêmicas declarações dos advogados do Hospital Evangélico de que a investigação policial, que já resultou na prisão de quatro médicos e uma enfermeira, seria policialesca e midiática, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), Jairo Estorílio, afirmou na tarde desta terça-feira (26) que os advogados de defesa são os verdadeiros culpados pela grande repercussão midiática.

Antônio Nascimento – Banda B

“Em momento algum podemos chamar a investigação de policialesca e que quis dar caráter midiático. Acredito que até por provocação do advogado da indiciada, isso vem tomando uma projeção exagerada. Não há o que se criticar ou colocar adjetivações que coloquem em prova o trabalho da delegada responsável pelo caso. Eles alegam irregularidades que não existem”, afirmou.

Segundo ele, a intenção da coletiva de imprensa de hoje foi a de deixar claras as prerrogativas da função do delegado de polícia. “A investigação se desenvolve há mais de um ano e de maneira excepcional pela Dra. Paula Brisola, do Nucrisa. Ela é vista como uma profissional de excelente categoria.Sobre o não acesso aos autos alegado por eles, esse é um problema a ser desenvolvido na justiça e, a mídia não é foro competente para recurso”, disse.

Para o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol), delegado Kiyoshi Hattanda, todo o caso Evangélico é lamentável, mas a polícia não vai aceitar interesse da defesa frente à investigação. “A Polícia Civil vai trabalhar no esclarecimento, mas não houve nenhum erro, até mesmo pelo inquérito ser acompanhado pelo Ministério Público”, rebateu.

Segundo nota da Polícia Civil enviada à imprensa na manhã de hoje, a investigação criminal realizada pela Dra. Paula Brizola foi feita dentro de padrões internacionais, utilizando todos os recursos atuais de intervenção permitidos pelo Estado de Direito, tais como interceptação telefônica, infiltração, oitivas de testemunhas e requisição de documentos.