A delegada Paula Brisola, que comandou a investigação do Caso Evangélico pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) da Polícia Civil, confirmou na tarde desta quarta-feira (8) que novas denúncias de óbitos apareceram nos últimos dias e que a delegacia não descarta indiciar e, posteriormente, prender outros envolvidos. “Os sete óbitos denunciados estão em fase de processo criminal, em sigilo. Já o Nucrisa, continua analisando outras denúncias e se houverem elementos suficientes, podemos até pedir novas prisões”, disse. Cinco pessoas foram presas durante a investigação, incluindo a principal suspeita, Virgina Helena Soares de Souza.

Virginia é suspeita por supostas mortes na UTI do Hospital Evangélico é acusada pelo Nucrisa e pelo Ministério Público (MP-PR) por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013. De acordo com a denúncia do MP, Virgínia comandava um esquema no qual por uso de medicamentos conjugados antecipava a morte de pacientes na UTI. De acordo com o órgão, ela comandava o esquema definindo quais pacientes iam morrer para, como ela própria diz nas gravações, “desentulhar a UTI”. O motivo deste procedimento ser feito não foi relatado pelo MP. A denúncia tem como base dezenas de depoimentos, interceptações telefônicas e prontuários médicos.

Já a defesa da médica afirma que tudo se tratou de uma manipulação de um grupo econômico de São Paulo, que resultou no “maior erro investigativo e midiático da nossa história”. Segundo o advogado Elias Mattar Assad esta empresa sabia das dificuldades financeiras e quanto do gênio forte da Dra. Virgínia, pressionou autoridades paranaenses a cometerem esses erros para desmoralizar a instituição.

Os cinco detidos já respondem o processo em liberdade.