A Delegacia de Homicídios (DH) divulgou na tarde desta quarta-feira (16) imagens da mala e das roupas usadas por Rachel Genofre no dia em que ela foi encontrada na Rodoferroviária de Curitiba, quatro anos atrás. De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, as investigações do caso estão intensas e os policiais estão extremamente empenhados em resolver o crime. “Além da rotina normal da delegacia, estamos trabalhando para encontrarmos o assassino da Rachel”, afirmou.

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De acordo com Recalcatti, o Ministério Público pediu o inquérito e está empenhado para ajudar como puder na solução do caso. “Estamos juntando muitas informações, temos alguns suspeitos, mas este assassino deve ter uma meia idade, deve um problema psicopatológico, tem uma tendência de se aproximar e abusar da criança e que possuía contato com ela, inclusive já havia comprado a mala”, disse.

Recalcatti acredita que ela foi morta próximo da região da rodoviária e as imagens devem ajudar na investigação. “Esperamos com essas imagens, que as pessoas que possam ter visto alguma coisa nos ajudem na investigação, e com a intenção de buscarmos indícios no caso”, comentou.

No final do mês passado, a DH chegou a entrar em um hotel da região central de Curitiba na tentativa de prender um dos suspeitos pela morte da menina. Mas, de acordo com Recalcatti, em um hotel diferente do qual pertencia o lençol encontrado com Rachel.

O caso

No final da tarde do dia 03 de novembro de 2008, a menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas, por volta das 17h30. O tchau dado pela garota aos colegas de classe, naquela segunda-feira, é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 05, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.