A deficiente visual Silvana Maria Rosa, de 42 anos, que caiu em um bueiro na rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, no último sábado (5), contou à Banda B que está sendo assediada por advogados que querem ajudar com uma possível ação indenizatória devido ao acidente. Tanto que durante a entrevista nesta segunda-feira (7) o telefone de Silvana não parava de tocar.

“Olha, vou sim pedir uma indenização. O bueiro estava aberto e peguei mais de seis semanas de cama. Vou ter que cancelar uma viagem e pedir ajuda para cuidar de meu filho de 12 anos. Vários advogados já me ligaram querendo saber se eu queria o serviço deles, meu telefone não para de tocar”, descreveu Silvana.

Por volta das 12h de sábado Silvana saia de uma agência bancária quando caiu no bueiro e sofreu a fratura no tornozelo esquerdo. “No que eu virei me senti no ar, bati as costas e meu pé esquerdo ficou para fora. Parecia que eu estava voando. Fiquei imobilizada e os bombeiros me atenderam rapidamente”, contou ela.

Silvana também afirmou na entrevista que um responsável pela Galeria de Luz chegou a ligar para sua família. “Este rapaz falou com a minha filha e disse que estourou o bueiro durante um espetáculo e desde o dia 20 de dezembro havia entrado em contato com a Prefeitura, que segundo ele não fez nada para arrumar”, relatou.

A deficiente visual, moradora na Cidade Industrial de Curitiba, descreveu que sempre elogiou as calçadas de Curitiba. “Morei alguns anos na Espanha e sempre participei de encontros de deficiente visuais. Curitiba é motivo de orgulho por conta das calçadas e acessos a deficientes, mas algo assim não pode acontecer”, opinou.

A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e recebeu a informação de que a responsabilidade pela manutenção dos bueiros é da empresa de telefonina móvel Oi.