Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

Curitiba pode amanhecer sem os serviços do transporte coletivo de empresas que ainda não efetuaram o pagamento do 13º salário aos motoristas e cobradores. Ao todo, seis ainda não efetuaram o depósito e não deram previsão para a transferência bancária na conta dos trabalhadores. A categoria autorizou, no último dia 25 de novembro, a abertura do indicativo de greve até 72 horas antes do dia 1º de dezembro, caso haja a possibilidade da primeira parcela do 13º salário não ser depositada até o dia 30 de novembro, prazo limite previsto em lei.

Para a Banda B, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e região (Sindimoc), Anderson Teixeira, confirmou que ainda há a possibilidade de greve, diante do não pagamento de algumas empresas. “É hoje o prazo previsto em lei para o pagamento integral ou parcial do 13º salário. Até ontem à tarde, tínhamos uma visão de que dificilmente esse valor sairia, porém para nossa surpresa mais de 80% das empresas pagaram. Temos ainda seis empresas que não pagaram, mas esperançosos de que façam até o fim do dia”, disse.

Em caso de não pagamento, a categoria já está em processo de indicativo de greve e promete não trabalhar. “Estamos com indicativo de greve aberto, já está encerrando o prazo de 72 horas, justamente para que possamos chegar em uma definição e solução sem que haja greve. Mas, não sendo efetuado o pagamento dos trabalhadores não nos resta outra opção ao de realizar assembleia logo pela manhã e dar início a greve”, finalizou o presidente.

As empresas que ainda não efetuaram o pagamento do 13º salário, segundo o Sindimoc, são: Araucária, Tindiquera, que fazem região metropolitana; Araucária Urbana, que trafega pelos bairros do Campo Comprido e Cidade Industrial; Santo Ângelo e Santo Antônio, que faz a região norte de Curitiba; São José, responsável pelos bairros Hauer, Boqueirão e Carmo e também a empresa Tamandaré, que abrange região metropolitana e parte de Curitiba.