Logo após o anúncio do novo valor da passagem de ônibus do transporte coletivo de Curitiba na tarde desta terça-feira (12), o presidente da Urbs, Roberto Gregório afirmou, em entrevista coletiva, que a Região Metropolitana pode ter uma tarifa diferente da capital. A mudança valeria a partir de 8 de maio, um dia após o fim do convênio entre Urbs e Coordenação da Região Metropolitana (Comec).

“Curitiba não pode arcar com a despesa da Região Metropolitana, o município já está fazendo o máximo para não elevar muito o valor da tarifa. Assim que o contrato acabar, devem haver conversas, mas existe sim a possibilidade de termos tarifas diferentes”, comentou Gregório.

Em nota, a prefeitura da capital explicou que o transporte integrado de 13 municípios da Região Metropolitana tem um custo por passageiro maior do que o custo no transporte urbano de Curitiba. No transporte urbano, este custo é de R$ 2,85 mas, com o custo da integração metropolitana, o custo por passageiro na Rede Integrada de Transporte (RIT) passaria a R$ 3,12.

Por mês, são em torno de 5 milhões de passageiros pagantes da região metropolitana e 20,2 milhões de passageiros pagantes de Curitiba.

O transporte metropolitano é feito por 12 empresas. Na área urbana de Curitiba o transporte é feito por três consórcios, que são concessionários da Urbs a partir da licitação feita em 2010. Por exigência legal, o governo do Estado prepara licitação para concessão do serviço de transporte metropolitano. A partir da licitação, deixará de operar o transporte no regime de permissão às empresas, como ocorre hoje.

Além de Curitiba, a RIT atende Araucária, Contenda, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Colombo, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul, Almirante Tamandaré, Itaperuçu, Campo Largo e Campo Magro.