Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Um ato simbólico realizado na tarde desta quarta-feira (20), na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), marcou a desativação das carceragens nas delegacias e distritos de Curitiba. O decreto que determinou o fim da hospedagem dos presos nesses locais foi assinado em maio e as secretarias estaduais de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) e de Segurança Pública (Sesp) esperam com isso impedir que policiais civis exerçam a função de agentes de cadeia.

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Foto: Juliano Cunha – Banda B

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, este é um problema de décadas que a Segurança do Paraná convive, sofrendo principalmente com problemas de superlotação. “O decreto estabelece a derrubada da cela, o que impede a estrutura de receber presos. A delegacia é importantíssima na investigação e parte desses presos eram deslocados para cuidar de presos”, disse.

Com a desativação das delegacias, o 11° Distrito passa a ser a única delegacia a receber presos. Ela passará a servir como centro de triagem antes dos presos serem levados ao sistema penitenciário. “Vamos nos ver livres dos problemas com presos. Primeiro vamos zerar o número de presos lá e limitar a 80 presos por semana. As delegacias contarão apenas com uma pequena cela para os flagrantes”, garantiu.

A transferência dos presos é uma reivindicação antiga do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), que acompanhou a ação na tarde desta quarta. “Não vamos permitir que o investigador faça o trabalho do agente. O 11° será a porta de saída para o sistema penitenciário, mas o que não pode acontecer é de 40 presos deixarem a delegacia e entrarem 80, mas se houver fluxo constante, não haverá problema”, comentou o presidente do sindicato, André Gutierrez.

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Fotos: Juliano Cunha – Banda B