Por Marina Sequinel

Muitas crianças e adolescentes veem as escolas como ‘minipresídios‘, com o atual quadro da educação brasileira. É o que explica a psicóloga Adriana Araújo Bini, do Instituto de Educação para Não Violência. No final da tarde desta quinta-feira (4), uma professora foi esfaqueada por um estudante de 14 anos dentro da sala de aula. O caso aconteceu em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

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(Foto: Divulgação)

“Nós vivemos em sociedade e, por isso, temos que saber como mediar conflitos. O problema é que, muitas vezes, isso acontece por meio da violência e nós, adultos, damos exemplos para os mais novos. Quantas vezes nós somos impacientes, intolerantes e agressivos? No trabalho, no trânsito, nos momentos de lazer?”, questionou a psicóloga em entrevista ao jornalista Adilson Arantes na 2ª edição do Jornal Banda B.

De acordo com ela, o que falta nas escolas é um espaço para que os estudantes possam dialogar com os professores. Um momento em que os problemas e vontades seriam compartilhados, para melhorar a convivência entre as duas partes.

“Além disso, é essencial que a família acompanhe de perto a vida escolar do filho e sempre evidencie a importância disso, porque só assim ele não terá medo do ambiente, não achará que está ‘preso’ no colégio”, afirmou. É necessário também, segundo ela, ir além das soluções meramente imediatas e trabalhar o caso desde a origem, com cuidado.

“Só com a junção entre a família e uma escola de boa qualidade, com uma educação que vem desde casa e um momento de diálogo, combinados, pode-se resolver essa crise”, concluiu.

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