Por Marina Sequinel e Felipe Dutra

(Fotos: Felipe Dutra – Banda B)

Os funcionários de uma metalúrgica em Curitiba, localizada no bairro Boqueirão, vão assistir o jogo de estréia do Brasil na Copa do Mundo divididos: uma parte vai torcer para o time verde e amarelo e outra para a Croácia. Outros, como Neri Gorges, o dono da empresa, deve passar os 90 minutos pedindo por um empate.

“Meu coração está dividido. Vai ser muito difícil, por isso vou torcer para os dois lados, senão teremos problemas na empresa”, brincou ele, em entrevista à Banda B na tarde desta quinta-feira (12). Descendente de croatas, Neri explicou que o país representa muito na vida dele. “Meu avô veio de lá com um colega, chamado Nikola, em 1979, mas eles acabaram se separando, já que ele foi para Santa Catarina e o amigo para o Rio de Janeiro”.

Neri acabou encontrando com Nikola, que lhe convidou para tocar a metalúrgica com ele em Curitiba. “Ele me deu a empresa e viveu até 2004 aqui no Brasil, quando faleceu. Tenho muito a agradecê-lo por ter acompanhado o meu avô”, contou ele.

O dono do estabelecimento já visitou a terra natal do avô, onde ele possuía uma ferraria. “O lugar é lindo, as ilhas do mar mediterrâneo são maravilhosas. A Croácia tem mais de mil delas, é imperdível”.

A metalúrgica tem 45 funcionários, que se reúnem hoje às 17h para acompanhar o jogo de abertura da Copa do Mundo – metade torcendo pro Brasil e a outra pra Croácia.