A Copel vai investir R$ 46 milhões em obras de distribuição de energia na Região Metropolitana de Curitiba em 2013. O investimento prevê a construção de novas subestações e a expansão e automação da rede de distribuição elétrica, conferindo qualidade e continuidade para o fornecimento de energia à população.

Parte deste valor destina-se à construção de duas novas subestações na Região Metropolitana. Na subestação Afonso Pena, de 69 kV, em São José dos Pinhais, serão investidos R$ 19 milhões. Com previsão para entrar em funcionamento nas próximas semanas, a nova unidade atenderá o crescimento da demanda naquele município.

Cerca de 21 mil consumidores serão diretamente beneficiados, sendo 17 mil residenciais, 2,7 mil comerciantes, 632 consumidores industriais, além de grandes clientes, como o Aeroporto Afonso Pena. “Será uma obra fundamental para aliviar a carga das subestações Boqueirão, em Curitiba, e São José dos Pinhais, tornando o sistema elétrico da região mais seguro e confiável”, afirma o superintendente de obras de transmissão da Copel, Nilberto Lange Junior.

Em Almirante Tamandaré, R$ 15 milhões serão investidos para construir uma nova subestação de 138 kV. Já iniciada, a obra vai conferir qualidade e flexibilidade operacional à rede de distribuição da região norte de Curitiba. Para os consumidores, a nova subestação minimiza o impacto de desligamentos em situações de emergência, como vendavais.

Paralelamente a essas obras, a Copel também construirá três novas linhas de transmissão de 69kV que reforçam ainda mais o sistema elétrico na RMC: entre São José dos Pinhais e Piraquara, entre São José dos Pinhais e a subestação Guatupê e entre Guatupê e Pinhais.

Automação da rede – Além das novas subestações, a Copel vai investir R$ 12 milhões em obras de automação e melhorias da rede. As obras de automação consistem principalmente na instalação de componentes “inteligentes”, como chaves automatizadas e religadores automáticos. Estes equipamentos permitem que a rede seja controlada remotamente a partir do Centro de Operações, em Curitiba.

“Com esta tecnologia, conseguimos isolar trechos defeituosos em situações de emergência, afetando menos consumidores, e trabalhar para religá-los mais rapidamente”, explica o gerente de manutenção e operação leste, Francis de Alencar Prado.

Para aumentar a resistência da rede a desligamentos, a Companhia substituirá trechos de rede convencional por rede compacta. Constituída por cabos de alumínio, com condutores protegidos por uma capa plástica e espaçadores, a rede compacta é mais eficiente do que a convencional diante da queda de galhos e de outros objetos que podem causar desligamentos.

Em 2012, foram construídos 395 quilôemtros de rede compacta na área que compreende Curitiba, Região Metropolitana e litoral. Para 2013, estão previstos mais 225 quilômetros. “A rede compacta traz muitos benefícios para o fornecimento de energia, principalmente no que se refere à segurança, confiabilidade e qualidade da energia que chega aos consumidores”, disse o gerente de projetos e obras leste, Eduardo Ditzel Neto.