A Companhia Paranaense de Energia (Copel) fez investimentos de R$ 1,87 bilhão em 2012, um recorde na história da empresa. Conforme balanço divulgado nesta terça-feira (26/03), o volume de recursos investidos pela estatal no ano passado foi R$ 103 milhões maior do que em 2011.

O setor em que a Copel mais investiu no Estado foi na Distribuição, área encarregada do fornecimento de energia elétrica, com a aplicação de R$ 778 milhões. Entre as principais obras a empresa destaca as novas subestações em Curitiba, Londrina, Maringá, União da Vitória, Prudentópolis, Ibaiti e Paulo Frontim.

Em 2012, a Copel chegou a quatro milhões de ligações elétricas, levando energia a mais de 10 milhões de paranaenses. “Também foram feitas melhorias na rede elétrica urbana em todas as regiões do Estado”, afirma o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer.

Na área de telecomunicações, o investimento foi de R$ 79,9 milhões, com destaque para a conclusão da rede de fibra óptica da Copel, que atingiu todos os 399 municípios, tornando o Paraná o primeiro estado brasileiro 100% digital.

No setor de geração, destacam-se em 2012 investimentos de R$ 220 milhões para as conclusões das obras das usinas Mauá e Cavernoso 2. A primeira foi inaugurada pelo governador Beto Richa em dezembro passado. Cavernoso 2 será inaugurada ainda no primeiro semestre.

BALANÇO – A receita operacional líquida da Copel foi de R$ 8,5 bilhões em 2012, 9,7% maior do que no ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 726 milhões, 38% menor do que em 2011.

O principal impacto no lucro líquido foi relacionado aos efeitos do 3º Ciclo de Revisão Tarifária, cujos ajustes no balanço patrimonial da Copel Distribuição, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), causaram perdas líquidas de R$ 236,6 milhões – que resultou em redução tarifária média percebida pelo consumidor de 0,65%.

Também contribuíram para o resultado negativo no lucro líquido a adequação à Resolução Aneel nº 474/12, que determinou o alongamento da vida útil dos ativos de energia; o movimento de ativos e passivos regulatórios não reconhecidos; e a adesão de 790 empregados ao Programa de Sucessão e Desligamento Voluntário (PSDV) ao longo de 2012.