Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

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Diferença na conta de luz: em julho, R$ 105 e, em agosto, R$ 145. (Foto: Banda B)

Os paranaenses voltaram a se revoltar com o reajuste de 24,86% na tarifa de luz da Companhia Paranaense de Energia (Copel), autorizado no começo de julho deste ano. Apesar de avisados previamente, nesta quinta-feira (28), os consumidores não receberam bem a conta em casa com o novo valor.

“É um aumento abusivo, eu consumi menos esse mês e a conta subiu R$ 40. Foi de R$ 127 para R$ 167. É um dinheiro que vai fazer muita falta”, disse Paulo Flores, morador do bairro Guabirotuba, em Curitiba.

A Banda B recebeu também reclamações de outros ouvintes. Entre eles, do Elizandro, de Almirante Tamandaré, na região metropolitana, que recebeu a conta no valor de R$ 154, contra R$ 96 antes da determinação do reajuste.

“Não é justo, a gente já paga um monte de impostos e ainda tem que se submeter a isso?”, questionou Sebastião, do bairro Campo Comprido. Antes, ele pagava cerca de R$ 50 e agora tem que tirar do bolso R$ 68,65.

No dia 24 de julho, a Agência Nacional de Energia Elétrica  (Aneel) havia autorizado um aumento médio de 35% na conta de luz dos paranaenses, com impacto de 33,4% para os consumidores residenciais. Após manifestação do governo estadual, a Copel pediu suspensão do reajuste, que diminuiu 8,24%.

Na pauta do governo

Alvo de críticas de outros candidatos ao governo do Paraná, Beto Richa (PSDB) afirmou a responsabilidade sobre o reajuste em entrevista à Rádio Banda B no mês passado. “As tarifas de energia praticadas em todos os estados estão abusivas e elevadíssimas. Mas essa determinação é da Aneel, do Governo Federal, e não do Paraná”, defendeu na ocasião.

Para Gleisi Hoffmann (PT), a culpa pelo aumento na tarifa é de Richa. “Foi vendida uma energia caríssima no mercado de curto prazo. A Copel geradora ganhou muito dinheiro, mas a companhia distribuidora também teve que comprar uma energia cara, porque não fez o contrato com a União. Hoje a geradora distribui lucro para os acionistas e a distribuidora prejuízos aos consumidores. Não adianta dar desculpas”, argumentou, também em entrevista à Rádio.

O candidato Roberto Requião (PMDB) caracterizou o aumento como ‘tarifaço’. A decisão, segundo ele, foi fruto de incompetência e má gestão do estado. “Esse absurdo de aumento de 25% aconteceu depois de uma série de aumentos injustificáveis após a minha saída do Governo. Eu congelei a tarifa da Copel durante sete anos e ainda construí e toquei a Usina de Santa Clara, em Guarapuava, e a de Mauá, entre Ortigueira e Telêmaco Borda”, concluiu.

Para conferir as entrevistas completas com os candidatos, clique nas notícias abaixo.

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