Da Redalção

28.06.13 SUSPEITOS TAYNA

Suspeitos presos (Foto: Divulgação Polícia Civil)

O delegado Fábio Amaro, titular da Delegacia de Pinhais, que está respondendo pela Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, terminou o inquérito envolvendo a morte da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, no bairro São Dimas, em Colombo, região metropolitana. O inquérito, que será entregue ainda nesta sexta-feira (5) ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, concluiu que os quatro homens presos anteriormente são os responsáveis pela violência sexual e pela morte da garota.

Adriano Batista, 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, 22 anos, e Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, mataram a menina depois de terem mantido relações sexuais à força com ela. Ezequiel Batista, 22 anos, irmão de Adriano, também está preso por ter acompanhado tudo que ocorreu de maneira muito próxima e nada ter feito para evitar.

TAYNA FORA

(Foto: Reprodução Facebook)

Amaro explicou que já teve acesso a informações colhidas pela Polícia Científica que batem exatamente coma versão dada pelos presos sobre tudo que ocorreu na noite do dia 25 de junho. “Ela foi morta por asfixia mecânica. Quando isso acontece, o corpo dá alguns sinais, em um deles surgiu um bolo fecal, onde foi comprovada a presença de sêmen. Resta apenas definir via teste de DNA de qual dos marginais é esse material. Dois deles confessaram ter mantido relação anal com a garota”, contou Amaro.

O delegado salientou que após o primeiro depoimento, antes do corpo ser encontrado, os marginais prestaram outro, bem mais detalhado, e que essas informações se compradas com o que já há de resultados de exames técnicos não coloca dúvidas de que foram eles os assassinos.

“Ela levou um soco na cabeça quando foi rendida próxima ao parque onde eles trabalhavam. O exame da Polícia Científica comprovou a existência de uma hemorragia no crânio, não suficiente para matar. Ela foi esganada com o cadarço da bota direita. Eles confessaram isso e no corpo foi encontrado o cadarço. No segundo depoimento, eles informaram que a menina vestia calcinha branca e sutiã num tom alaranjado claro. Exatamente como ela foi achada”, explicou.

Crime

Segundo Amaro, no segundo depoimento os marginais contaram detalhadamente como aconteceu a barbárie. Eles sabiam que a menina costumava passar por aquele caminho diariamente entre 17h e 17h30 e voltar entre 20h30 e 21h. Então arquitetaram o plano para violentá-la.

“O Sérgio deu o soco na cabeça dela e os outros dois o ajudaram a levá-la para um matagal próximo. Chegando lá, ela recuperou parcialmente a consciência, então Paulo segurou sua boca enquanto Sérgio a violentou por 15 minutos na vagina e depois a virou de bruços e fez sexo anal com ela. Em seguida, eles trocaram e Paulo fez sexo vaginal e anal com a garota enquanto Sérgio segurava a boca da menina. Por fim, Adriano também a violentou, mas sem fazer sexo anal”, contou Amaro.

Depois da violência cometida, Paulo recolocou a roupa na menina. Ela não teve toda a roupa totalmente tirada durante o ato sexual, apenas as calças abaixadas e a blusa erguida. “A intenção deles era encobrir o crime sexual”, disse o delegado. Depois de vesti-la, Paulo a levantou com um gravata, Sérgio tirou o cadarço da bota direita de Tayná e entregou para Paulo, que a laçou pelo pescoço e começo a puxar. “Já com ela morta, eles levaram o copro até um poço próximo que estava com a tampa entreaberta. Eles jogaram o corpo lá é puxaram a tampa novamente no lugar até onde conseguiram”, finalizou o delegado.

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