O Governo do Paraná vai reconstruir o Colégio Estadual Pimentel, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. A obra de R$ 5 milhões atenderá a uma antiga reivindicação da comunidade escolar, que aguardava há mais de 6 anos por um novo prédio.

O colégio será totalmente reconstruído seguindo um projeto decidido pela comunidade escolar do Yvone Pimentel. Comissões da comunidade local formadas por professores e funcionários, pais, alunos e instituições da sociedade debateram amplamente o projeto do novo prédio com a Secretaria da Educação e também serão responsáveis por acompanhar as obras.

“A escola é da comunidade e temos que convergir para uma solução que contemple a opinião de todos”, destaca o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns.

O caso do Yvone Pimentel é um exemplo no qual a comunidade escolar e Governo do Estado trabalham juntos na melhoria da educação pública. De acordo com a diretora do colégio, Adriana Kampa, a participação da comunidade escolar no cotidiano da escola foi fundamental para a conquista do novo prédio.

“A comunidade sempre lutou muito pela escola. Ela tem um histórico muito bom de participação das famílias. Esse novo prédio vai contemplar tudo isso. Vamos agora virar a página e começar novamente”, diz Adriana.

Três comissões participaram da elaboração do projeto junto com a Secretaria de Estado da Educação e agora vão acompanhar as obras. A primeira é formada por representantes da sociedade civil, como igrejas, Organizações Não Governamentais e Rotary Club.

A segunda comissão tem professores, funcionários e familiares dos alunos. A terceira comissão é de responsabilidade do Grêmio Estudantil do colégio.

“Procuramos fazer o melhor para o colégio porque sabemos que não é uma coisa para nós, mas para os outros alunos que vão estudar aqui também. A participação do grêmio é importante porque estamos dentro da sala de aula e temos a visão que os professores e funcionários não têm”, contou Isabel Ventura, 17 anos, presidente do Grêmio Estudantil.

Projeto – A nova escola vai ser reconstruída no mesmo local, com 19 salas de aula para atender a cerca de 670 alunos do ensino fundamental e do médio. Também será construída e ampliada uma sala onde vai funcionar o Centro de Atendimento Especializado na Área de Surdez (CAES).

“O projeto foi todo discutido com a comunidade escolar. Quando o prédio estiver executado, a nova escola será referência no país”, disse o superintendente de Desenvolvimento Educacional da Secretaria da Educação, Jaime Sunye Neto.

A escola vai receber ainda salas ambientes e administrativas, laboratórios de química, física, biologia e informática, biblioteca, cozinha, refeitório, banheiros, passarela coberta, pátio e casa para o zelador. Todo o prédio vai ser adaptado com pista tátil e rampas de acesso para atender os alunos com múltiplas deficiências, de acordo com as normas.

“Vamos ter espaços para atender a comunidade nos fins de semana com cursos e outros projetos de interação. Poderemos interagir ainda mais com a comunidade”, lembra a diretora.