A construção de trincheiras e duplicações foram algumas melhorias apontadas no relatório da Comissão Tripartite, integrada por representantes dos usuários, das concessionárias e do governo, que avaliou a situação das estradas pedagiadas no Estado. O documento entregue nesta sexta-feira (08/03) ao secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, aponta quais são os pontos nas rodovias onde há necessidade de obras. Depois de analisado pelo secretário, o documento será útil para que o Governo do Paraná negocie mais obras com as concessionárias.

“Este relatório é mais um instrumento do Governo do Estado para aumentar o número de obras e serviços nas rodovias concessionadas. A comissão, que foi criada para despolitizar o tema de pedágio, está ajudando na negociação que, até o momento, já resultou em investimentos de mais de R$ 250 milhões em duplicações e contornos”, disse Richa Filho. Nesta semana, o governador Beto Richa anunciou a duplicação da BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana, em um investimento de R$ 1,2 bilhão.

O relatório da Comissão, que avaliou os serviços e as rodovias, indica a necessidade de construção de contornos como de Apucarana, além de indicar onde é preciso implantar passarelas e trincheiras.

O documento mostra que o trabalho da Comissão Tripartite já conseguiu alguns avanços. A pedido das federações de caminhoneiros e também de transportadoras serão criadas casas de descanso para os motoristas de caminhão. A primeira concessionária a aceitar a proposta foi a Viapar, que construiu duas Casas do Caminhoneiro, onde há locais para tomar banho e descansar.

O relatório da Comissão foi aprovado por 13 de seus 15 representantes. Estavam presentes na reunião representantes do governo, das concessionárias, do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PR), da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e da Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Fenacam). Não compareceram à reunião os integrantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e do Sindicato dos Engenheiros do Estrado do Paraná (Senge-PR).