O comércio de Curitiba registrou queda de 24% nas vendas do mês de janeiro deste ano em comparação com o mês dezembro, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datacenso divulgada pela Associação Comercial do Paraná (ACP) nesta quinta-feira (14). Ao todo, o Instituto Datacenso entrevistou 200 comerciantes curitibanos entre os dias 4 e 5 de fevereiro, com predomínio das áreas de roupas, calçados, utilidades domésticas, eletrônicos, supermercados e celulares, constatando a queda no volume de vendas.

O valor médio de compras por consumidor em janeiro foi de R$ 342,56, bastante abaixo da média anual de 2012 (R$ 518,40), tendo o índice de inadimplência atingido 5%.

As entrevistas foram realizadas com gerentes (67%) e/ou proprietários (34%) de empresas classificadas como micro (80%), pequena (15%), média (3%) e grande (2%). A pesquisa ouviu também 200 consumidores (50% homens e 50% mulheres), com o maior percentual (31%) situado na faixa etária dos 36 a 45 anos. A renda familiar mensal de 39% dos consumidores varia de R$ 1.245 a R$ 1.866, e de R$ 1.867 a R$ 3.110 para 34% dos entrevistados. A maioria absoluta dos compradores (77%) continua preferindo o cartão de crédito como meio de pagamento.

As razões fornecidas pelos comerciantes foram o excesso de compras realizadas com presentes de Natal, o comprometimento financeiro de grande número de consumidores e a temporada de férias. Dessa forma, o Datacenso apurou que 76% dos comerciantes curitibanos tiveram desempenho inferior ao último mês de 2012.

Entretanto, os setores de móveis, eletrônicos, livrarias e papelarias, cosméticos e perfumes, ao contrário dos demais, apresentaram em janeiro volume de vendas 5% superior à média do mês. No aspecto geral os comerciantes estão otimistas em relação a fevereiro, calculando a expansão de 3% no comparativo com janeiro. Dentre os fatores que devem contribuir para o melhor desempenho das vendas em fevereiro, 35% dos empresários ouvidos pela pesquisa citaram as liquidações, redução do IPI, volta às aulas e a entrada de novas coleções.

O número de funcionários manteve-se inalterado em 77% dos estabelecimentos pesquisados e somente 3% dos empresários demitiram na virada do ano.