Os comerciantes da Rua Bispo Dom José, no bairro Batel, em Curitiba, iniciaram nesta terça-feira (15) uma mobilização contra a paralisação nas obras da calçada de granito, interrompida na tarde de ontem pela Prefeitura da capital. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, eles querem o término da calçada naquilo que é um bem público. “Ali está intransitável, agora estamos firmes nesse movimento e vamos levar para a justiça se necessário”, afirmou.

Reprodução/RPC TV

A alegação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) foi o alto custo do piso de granito que está sendo instalado, além de possíveis problemas aos pedestres e motoristas que passam pela rua do bairro nobre da capital paranaense. Desde o início do projeto, a ostentação do granito causou polêmica pelo preço da obra, orçada em R$ 3,5 milhões (o metro da pedra custa R$ 190). Para Sérgio Pires, presidente do IPPUC, a calçada do Batel tem que ser a mesma do Sítio Cercado. “Na gestão do Gustavo Fruet vai ser assim, a calçada do bairro nobre vai ser a mesma do bairro periférico. A obra está parada e sem prazo para ser retomada, com a possibilidade inclusive de retirarmos o granito”, informou.

Aguayo disse que os comerciantes ficaram decepcionados com a decisão de Fruet que, segundo ele, prejudica a população. “É uma obra que já foi licitada, todos os tramites burocráticos e contestações já foram feitas, já está paga, é um bem público que prejudica moradores e comércios pela ausência da calçada”, disse.

Além do custo, o presidente do IPPUC destacou problemas de acessibilidade. “É um piso escorregadio e perigoso ao pedestre, que a qualquer momento pode sofrer uma queda, principalmente as mulheres de salto alto. Também são previstos postes de iluminação lado a lado que vão atrapalhar a visão do motorista”, garantiu.

Projeto Piloto

Aguayo comentou ainda a possibilidade deste ser um primeiro Boulevard da cidade, um projeto piloto que atraísse turistas para as áreas de comércio. “Isso poderia ser copiado no Bacaheri, no Campo Comprido, e esse seria um teste. Toda cidade tem direito de ter uma área dessa. A polêmica é a região, que estaria recebendo tratamento privilegiado”, concluiu.