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Médica deverá acompanhar depoimentos

Começam nesta quarta-feira (25) os primeiros depoimentos das testemunhas de acusação do processo contra a médica Virgínia Soares de Souza e de outros sete membros da equipe dela, que atuavam na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, em Curitiba.

Entre hoje e amanhã (26), o juiz deve ouvir 19 pessoas convocadas pelo Ministério Público. Já a defesa convocou outras 60 testemunhas para depor perante o juiz. Após os depoimentos, o juiz deverá decidir se o caso irá ou não para júri popular.

De acordo com o advogado de defesa, Elias Mattar Assad, a médica deverá acompanhar os depoimentos.

Em entrevista ao G1PR, o promotor Paulo de Lima, responsável pelo caso, disse que as provas apontadas no processo são mais do que suficientes. “Nesse caso, é muito claro: houve a supressão da vida da pessoa, por meio de uma intervenção dos acusados, que nós entendemos que está configurada de maneira bastante clara nos prontuários médicos”, acredita.

Relembre o caso

Virginia foi presa em 19 de fevereiro. Com a detenção dela, veio a público uma investigação policial de quase um ano sobre possíveis homicídios na UTI do Evangélico. Ela e mais sete pessoas foram acusadas pelo Ministério Público (MP) de homicídio com duas qualificações e formação de quadrilha, sendo que cinco chegaram a ser presas. Virgínia Soares de Souza foi a última entre os envolvidos a conquistar a liberdade.

“Investigamos a antecipação de mortes dentro da UTI geral. Não falamos em eutanásia. Para nós, trata-se de homicídios”, afirmou, em março deste ano, a delegada responsável pelo caso Paula Brisola.

Ao oferecer denúncia contra quatro médicos, três enfermeiros e um fisioterapeuta, o MPE disse que eles “prescreviam medicamentos bloqueadores neuromusculares normalmente empregados em medicina intensiva para otimização de ventilação artificial, conjugados com fármacos anestésicos, sedativos e analgésicos, procedendo-se [a seguir] ao rebaixamento nos parâmetros respiratórios dos pacientes-vítimas então dependentes de ventilação mecânica, fazendo-os morrer por asfixia”. A Justiça acatou a denúncia.