Redação com Geovane Barreiro

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Amanhã bancários entram no 20º dia de greve. Foto: Arquivo

A greve dos bancários está no seu 19º dia e a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta sexta-feira (4) será rejeitada, pelo que tudo indica. O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, orienta os sindicatos de todo o país a realizarem assembleias para rejeitar a proposta, que eleva de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários (aumento real de 0,97%) e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%). Os bancários querem 11,9% de reajuste salarial.

“Consideramos a proposta insuficiente diante do tamanho dos lucros e da rentabilidade dos bancos. Até setores da economia muito menos lucrativos estão fazendo acordos com seus trabalhadores com reajustes salariais maiores. Os bancários estão fazendo a maior greve dos últimos 20 anos e os bancos têm condições de melhorar a proposta”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

O presidente Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários, disse, em entrevista à Banda B, que a assembleia que acontece hoje será mera formalidade. “Os bancários estão insatisfeitos e indignados com um sistema que tanto lucra e não tem uma proposta para se chegar em um consenso digno, que atenda os trabalhadores. Essa assembleia será uma mera formalidade porque vamos rejeitar a proposta”, disse.

O encontro será no Espaço Cultural e Esportivo, a partir das 17h. “Vamos dizer não a esta proposta insuficiente e intensificar a mobilização, para conquistarmos um reajuste que seja minimamente proporcional ao lucro que os bancos obtém”, disse o presidente.

Correios

Também em greve desde o mês passado, os trabalhadores do Correios aguardam o julgamento do dissídio da categoria no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta terça-feira (8).

Trabalhadores dos estados que estão em greve desde o mês passado pedem aumento real de 15% sobre os salários, reposição da inflação de 7,13%, alta linear de R$ 200, reposição de 20% de perdas salariais e jornada de seis horas diárias para os atendentes.

A ECT informou que a maioria dos trabalhadores já retornou às atividades e 93,43% trabalharam na sexta-feira. A paralisação chegou ao fim no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Amapá, na região metropolitana de São Paulo e no município paulista de Bauru.