Os prefeitos de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, e Londrina, Alexandre Kireeff, anunciaram que vão reduzir as tarifas do ônibus nas duas cidades, depois da isenção do ICMS sobre óleo diesel para o transporte coletivo, anunciada pelo governador Beto Richa, nesta segunda-feira (6). Em Londrina, o preço da passagem deve cair de R$ 2,45 para R$ 2,40 e em Foz do Iguaçu, de R$ 2,90 e R$ 2,60 para R$ 2,85 e R$ 2,55.

Londrina tem frota de 417 ônibus que operam 129 linhas urbanas e transportam 166,5 mil passageiros por dia. “Já solicitei um estudo imediato. Assim que tivermos o resultado vamos, implementar a nova tarifa”, garantiu Kieereff.

Em Foz do Iguaçu, 56,3 mil passageiros utilizam diariamente os ônibus coletivos. “Na próxima semana baixaremos decreto reduzindo o valor da passagem, proporcionalmente ao valor do imposto que está sendo retirado”, afirmou Reni Pereira. O prefeito de Foz disse que a tendência é, com a redução da tarifa, o modal voltar a crescer. “Um bom exemplo a ser seguido pelo governo federal, incentivando o transporte público”, disse Pereira.

MELHORIAS – Para a Rede Integrada de Transporte (RIT) – na qual estão Curitiba e mais 12 cidades da região metropolitana – a isenção do ICMS do diesel representa R$ 1 milhão por mês, segundo o prefeito da capital, Gustavo Fruet. “É um passo muito importante. Um ganho para o sistema metropolitano”. Segundo ele, esta é uma medida importante que vem ao encontro do objetivo de manter a integração.

“O governo federal vem sinalizando que vai desonerar o transporte coletivo. Nós esperamos que sim, principalmente a folha de pagamento, porque vai impactar de forma positiva na redução da tarifa”, comentou o prefeito de Pinhais, Luiz Goulart Alves, presidente da Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba).

A isenção vai contribuir ainda com a integração nas cidades metropolitanas como Maringá. “Vamos chegar a um denominador comum para fazermos a integração com Sarandi e Paiçandu”, disse o prefeito de Maringá, Roberto Pupin. Paiçundu e Sarandi já estão integradas e Maringá quer se integrar ao sistema, praticando a tarifa única.

“A redução do ICMS é extremamente inteligente, que nunca antes tinha acontecido e impacta não só na planilha do custo em todas as cidades, mas até mesmo em benefícios como comodidade, conforto aos passageiros e investimentos em linhas adjacentes ao nosso sistema”, acrescenta o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel. Ele adianta que a isenção pode alcançar as linhas interurbanas, que passam pelos distritos.

EXEMPLO – Durante a assinatura do convênio, no Palácio Iguaçu, os prefeitos reforçaram a importância de ações de mesmo impacto. “O exemplo está saindo do Estado do Paraná e tem de ser seguido pelas autoridades federais, pois é de extrema importância estender este benefício a todo o Brasil”, disse Marcelo Rangel. Pupin explicou que os prefeitos precisam “trabalhar também em outros setores, como na isenção do ISS”.

“Quanto mais barata a tarifa, mais eficiente fica o sistema, pois ele se torna atrativo. O governo federal deve contribuir para isso. Há algumas responsabilidades nessa composição tarifária no que se referem a custos, taxas e impostos. Esse esforço tem de partir de todos para gerar benefícios à população”, afirmou Kireeff.