Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Foto: Flávia Barros – Banda B

Servidores de várias categorias se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na tarde desta quarta-feira (1), para protestar contra o projeto que suspendeu o reajuste do funcionalismo estadual. A manifestação acontece junto à primeira sessão do ano na Casa e um dia depois do pagamento dos servidores, que veio sem o reajuste de 6,5% na inflação acumulada do ano. A Polícia Militar está concentrada em frente ao Palácio Iguaçu, mas até o momento a mobilização é pacífica.

De acordo com a coordenadora do Fórum de Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, os servidores estão pedindo apenas um direito que foi impedido pelo projeto encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB) e aprovado pelos deputados estaduais. “Estamos retornando para o local da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impediu nossa data-base. Hoje há uma presença muito grande de aposentados aqui no Centro Cívico que, após 20 anos, ficam sem reajuste pela primeira vez. Queremos só o nosso direito, que é a inflação”, afirmou.

Em frente à Alep era possível perceber a presença de professores, agentes penitenciários, servidores da saúde e outros. Eles foram impedidos de entrar no espaço e impediram o acesso de convidados. “Se não há possibilidade de entrada por determinação do presidente da Casa, decidimos impedir a entrada dos convidados e vamos ficar aqui. Ou entra todo mundo, ou não entra ninguém”, concluiu Marlei.

Em novembro, após uma guerra de liminares na Justiça, os deputados estaduais aprovaram o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, com a emenda do Executivo que suspendeu o reajuste salarial do funcionalismo. Foram 34 votos favoráveis e 18 contrários.

O projeto de lei foi enviado pelo governador Beto Richa (PSDB) para revogar o reajuste previsto em lei sancionada em 2015. A recomposição da inflação, além de um adicional de 1%, estava garantida na legislação, aprovada em 2015 para acabar com uma greve dos servidores públicos. Mas agora o governo diz não ter caixa para honrar com o compromisso ao mesmo tempo em que paga promoções e progressões de carreira. Ainda no ano passado, governo e servidores decidiram manter um canal de negociação em aberto, mas não houve reajuste.

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