Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

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Superintendente prestou esclarecimentos na manhã de hoje (26). Foto: DB/Banda B

O Governo do Estado pretende fechar as portas de 40 escolas públicas que atuam em todo o Paraná. Desse total, a economia com apenas 21 locações onde funcionam escolas chega a R$ 15 milhões ao ano. O valor total que será drenado da educação ainda não foi informado, já que o projeto está em fase de estudo. As informações foram repassadas na manhã desta segunda-feira (26), em uma coletiva de imprensa com a superintendente de desenvolvimento educacional, Vanda Dolci Garcia, na sede da Secretaria de Educação, no bairro Vila Izabel.

“São 40 escolas, no máximo, que recebem estudos de geoprocessamento. Dessas, 21 situações são questões de locações. O estudo demonstrou que em nove escolas de Curitiba, do ponto vista da estrutura física, têm salas ociosas que poderiam funcionar em escolas que tem prédios próprios. São 109 prédios locados e, com nosso estudo de 21 escolas locadas, teríamos uma economia de R$ 13 a R$ 15 milhões ao ano”, declarou a superintendente. Entretanto, segundo ela, o número de turmas permanecerá o mesmo, assim como o número de funcionários que atendem a rede pública de ensino.

A mudança será gradativa, no entanto, já válidas para o ano de 2016. Os estudos relacionados às 40 escolas se concentram em três frentes. Na área rural, onde seriam 31 escolas que possuem poucos alunos, sendo que em alguns casos são duas escolas em uma mesma cidade. Em 21 prédios o motivo apontado é o aluguel do espaço, no qual os alunos seriam transferidos para prédios públicos. Por fim, prédios ocupados apenas por Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), que seriam mudados para prédios em que o ensino básico ocorreria simultaneamente.

Em Curitiba, são cerca de nove espaços – entres escolas, espaços para educação de adultos e núcleos de educação. Diferente da mobilização regional que aconteceu em determinadas escolas, Vanda afirmou que ainda não há confirmação de quais centros ou escolas passarão pelo processo de realocação. “A capital não será a que mais terá escolas fechadas, mas a que mais terá realocações de espaços, podemos dizer”, frisa Vanda.

Durante a coletiva, a superintendente afirmou que a Secretaria de Educação não tem conhecimento da especificidade de cada escola e, por isso, trabalha com parcerias. “Vocês precisam entender que a Secretaria trabalhou em dados e indicadores educacionais com questões técnicas muito específicas. Não temos conhecimento da especificidade de cada uma das nossas regiões e escolas, por isso, o trabalho em parceria”, fecha.

As parcerias mencionadas pela superintende da Educação são os Núcleos Regionais de Educação (NREs) e as comunidades escolares. O projeto será finalizado em novembro, quando a pasta promete afirmar com exatidão sobre fechamentos e realocações.

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