Por Felipe Ribeiro

Foto: Banda BFoto: Banda B

A emoção do tomou conta de todos os amigos que participaram da carreata que levou o corpo de Dionísio Filho do Cemitério Municipal de Curitiba até o Cemitério Vertical, onde deve ser sepultado na manhã desta terça-feira (16). Levado por um caminhão do Corpo de Bombeiros, os acenos foram diversos no percurso, sendo a maioria de fãs.

Foram 58 anos de risos e alegria, mas o choro de todos foi inevitável. Natural de Ribeirão Preto (SP), foi lá que Djonga iniciou sua trajetória pelos gramados brasileiros. O lateral esquerdo teve passagens ainda por Atlético, Coritiba e Pinheiros.

Luta contra o racismo

Vítima de ofensas racistas enquanto jogador e em sua breve passagem como técnico, Dionísio Filho chegou a reagir contra insultos durante sua carreira dentro das quatro linhas. Mesmo após o encerramento de sua trajetória pelos campos, lutou contra o preconceito. Participou de diversas palestras, debates e tornou-se uma referência quando o assunto era o combate ao racismo.

O velório de Djonga acontece no Cemitério Vertical, no bairro Tarumã, que já recebe centenas de visitas. O sepultamento está marcado para as 9 horas de terça-feira.