Com a passagem de ônibus a R$ 2,85 desde a semana passada, cobradores de terminais e tubos em Curitiba já estão passando apuros na hora de dar o troco aos passageiros. É que com este valor, as moedas de R$ 0,05 acabam sendo a salvação e a agilidade das filas longas. No entanto, elas sumiram, alegam os cobradores, à Banda B na manhã desta segunda-feira (18).

No Terminal do Guadalupe as lanchonetes já sabem: “moedas de cinco centavos são para os cobradores”, disse o funcionário de uma pastelaria. Mas, elas não são suficientes. “Justamente esta moedinha já não é tão vista, agora então, piorou”, diz o cobrador Roaldo Siqueira. Há 13 anos trabalhando com a liberação de catracas, o trabalhador contou que precisa correr em estabelecimentos comerciais pedindo a troca de notas pela moeda. “Minha colega que trabalha no tubo ao lado (no Guadalupe tem três tubos de ligeirinhos) disse que foi no banco e eles contaram que nem lá tem”, revela.

O motorista do ligeirinho Sítio Cercado, Valdeci Barbosa de Paula, descreveu uma cena comum. “Os passageiros chegam a perder o ônibus porque o cobrador tem que levantar e ir trocar o dinheiro. Eles olham com cara feia. Eu até espero um pouco, mas não posso ficar muito tempo parado. Isso prejudica todo mundo”, critica.

A maioria dos passageiros, segundo eles, dá R$ 3 para a passagem. “A gente precisa devolver R$ 0,15: uma de dez e outra de cinco centavos. Eu peço dez centavos porque então devolvo uma moeda de R$ 0,25, mas não são todos que tem”, explica o cobrador Roaldo. Mas, até que as moedas saiam dos cofrinhos, esta será a solução mais ágil para o troco nos terminais e tubos de ônibus em Curitiba.