O Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou investimentos de R$ 141 milhões no setor, por parte do Governo do Estado, para este ano. O conselho, composto por representantes do governo, do empresariado, dos trabalhadores e da comunidade científico-tecnológica fez sua reunião anual na quarta-feira (3), no Palácio Iguaçu, com a participação do governador Beto Richa.

Também, em sua reunião anual, foi aprovada a prestação de contas sobre a aplicação dos recursos do Fundo Paraná no ano passado. A previsão inicial era de R$ 120 milhões, mas os investimentos chegaram a cerca de R$ 170 milhões em função de suplementações orçamentárias.

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, administra o Fundo Paraná, e os recursos que dispõe para investimentos dependem da arrecadação do Estado. A Constituição destina 2% da receita tributária, divididos entre as instituições de ensino superior e as de fomento à pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A unidade gestora do Fundo Paraná financia os chamados projetos estratégicos; os projetos de fomento à pesquisa saem pela Fundação Araucária e os projetos de desenvolvimento tecnológico pelo Tecpar, duas instituições ligadas à Secretaria.

O total de investimentos deve crescer durante o ano. Um exemplo é o projeto Tecnova, aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que destina ao Paraná R$ 15 milhões para financiar a inovação nas micros e pequenas empresas de base tecnológica. Como contrapartida, inicialmente prevista em R$ 7,5 milhões, o governo decidiu de forma voluntária a investir outros R$ 7,5 milhões, totalizando R$ 30 milhões apenas neste programa.

Richa salientou os avanços tecnológicos expressivos obtidos pelo Paraná no ano passado, destacando a aprovação da Lei da Inovação, que regulamenta o intercâmbio entre as universidades e as empresas, por exemplo; a criação do Parque Tecnológico Virtual (PTV), que vai unir todos os ativos tecnológicos e inovadores em uma única plataforma, beneficiando todos os municípios e todas empresas do Estado; e a recuperação do Tecpar, que desenvolveu novas tecnologias para produzir, em larga escala, a vacina antirrábica de uso veterinário por cultivo celular, com a qual vai abastecer todo o país.

Na mesma reunião em que o balanço foi aprovado, o Conselho de Ciência e Tecnologia incluiu a tecnologia assistiva, entre as áreas prioritárias para investimento dos recursos do Estado. Esse tipo de tecnologia desenvolve serviços e equipamentos de apoio a pessoas com deficiência, para garantir-lhes maior autonomia e qualidade de vida. Entre as áreas prioritárias já constavam tecnologias voltadas às energias renováveis, à mobilidade, biotecnologia, polos de inovação e parques tecnológicos.