Da SMCS

Para reduzir ao máximo o índice de analfabetismo em Curitiba, a Secretaria Municipal da Educação mapeou a cidade a partir de dados oferecidos pelo Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), localizando os pontos com maior concentração de pessoas não escolarizadas.

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Imagem: Reprodução

A partir desse mapeamento foi possível conhecer o perfil do cidadão que precisa da escolarização e planejar políticas educacionais específicas para o atendimento dessas pessoas, por meio de centros de atendimento em cada uma das regionais da cidade.

O estudo revelou que aproximadamente 30 mil pessoas na cidade são analfabetas. Mais cerca de 40 mil jovens entre 18 e 29 anos, apesar de alfabetizados, não concluíram o Ensino Fundamental, etapa obrigatória da escolarização básica.

Mais da metade das pessoas não alfabetizadas tem idade acima de 59 anos, sendo a maioria formada por mulheres. Elas representam 65% do total. Considerando as variáveis gênero e faixas etárias, a predominância é maior entre as mulheres com 60 anos ou mais de idade, que correspondem a 37% do total de analfabetos.

Com o mapeamento foi possível chegar às regionais com as maiores concentrações de pessoas analfabetas. Chama a atenção a alta concentração na Cidade Industrial (4.756), Cajuru (4.394) e Pinheirinho (4.087).

Os bairros com maior concentração de analfabetos são Cidade Industrial (4.318), Sítio Cercado (2.897), Cajuru (2.597), Tatuquara (1.725), Uberaba (1.368), Pinherinho (1.183) e Boqueirão (1.080). Nestes sete bairros se concentram aproximadamente 30% da população de Curitiba, com 15 anos ou mais de idade, e quase a metade das pessoas não alfabetizadas.

A maioria das áreas com maior concentração de pessoas sem escolarização está próxima dos limites da cidade com a região metropolitana. Três regiões mais centrais merecem destaque por apresentarem altas concentrações de analfabetismo. Vila Torres e Parolin têm aproximadamente 800 pessoas sem alfabetização. Já no Juvevê, um dos bairros onde residem pessoas com melhor poder aquisitivo, há um setor censitário com 99 analfabetos. Este quantitativo se refere à mulheres abrigadas no Asilo São Vicente de Paula.

Estratégias

Após o mapeamento, a Secretaria Municipal de Educação pode rever as escolas nas quais são necessárias a oferta da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também previu a abertura de novas turmas e formas diferenciadas de se chegar até os futuros alunos.

Nos últimos meses a Secretaria Municipal da Educação abriu 24 novas turmas para o atendimento na modalidade EJA em escolas municipais de diferentes bairros. Além de mais vagas, foram abertos também outros horários para as aulas que aconteciam apenas em período noturno. O resultado foi o crescimento mais de 40% no atendimento de adultos em busca de escolarização, entre fevereiro e setembro.