Da Agência Brasil

As fortes chuvas que caem no estado do Paraná desde a última quinta (20), afetaram 53 municípios e atingiram mais de 6.700 casas. As cidades de Irati, Santa Tereza, São João, Itapejara do Oeste, Bituruna, Imbituva, Sulina e Teixeira Soares decretaram estado de emergência. De acordo com a Defesa Civil, 60.800 pessoas foram afetadas, sendo que 964 pessoas ficaram desabrigadas. Em Laranjeiras do Sul foram registradas duas mortes.

De acordo com a Usina Hidrelétrica de Itaipu, as chuvas provocaram a maior vazão no encontro dos rios Iguaçu e Paraná em 15 anos. Nesta terça-feira (25), foi registrado o volume de 33 mil metros cúbicos por segundo (m³/s). É o oitavo ano, em 29 anos de operação, que a usina registra uma vazão acima de 32 mil m³/s naquele local. As passarelas que dão acesso à Garganta do Diabo, no Parque Nacional do Iguaçu, foram interditadas por questão de segurança. As 275 quedas d’água, visíveis em dias normais, formaram quase que uma única grande queda, devido ao excesso de água.

Nas Cataratas do Iguaçu, o volume de água registrado nesta terça-feira (25) foi 12 mil m³/s, quase 12 vezes maior que a vazão normal, de 1.200 m³/s. Itaipu pôs em funcionamento o vertedouro, que escoa a água excedente da sua capacidade de armazenamento. Nesse momento, as calhas central e esquerda. A calha direita será aberta caso a vazão supere os 30 mil m³/s.

A previsão é de uma diminuição nas chuvas na quinta-feira (27) e sexta-feira (28) no estado. Porém, as precipitações devem voltar no fim de semana.

Sérgio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), disse que a grande prioridade do setor continua sendo a infraestrutura viária. A mesma preocupação foi demonstrada pelo presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguetti.

Meneguetti afirmou ainda que as Parcerias Público-Privada (PPPs) são uma boa alternativa para a execução de obras prioritárias nas estradas paranaenses. “Precisamos urgente de novos investimentos no setor. A economia está estagnada com a falta de uma infraestrutura mais eficiente”, disse ele.

O governador citou os investimentos e as dificuldades financeiras do governo na área. Ele convidou os integrantes do grupo para outra reunião, daqui um mês, com o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e integrantes da Agência Reguladora, para uma nova exposição sobre os projetos do Estado para o setor.